Ataques terroristas na Tunísia e Kuwait deixam dezenas de mortos; França também é alvo

  • Por Reuters e EFE
  • 26/06/2015 14h52
Corpo de turista morto por homem armado perto de hotel em Sousse, na Tunísia. 26/06/2015 REUTERS/Amine Ben Aziza REUTERS/Amine Ben Aziza Corpo de turista morto por homem armado perto de hotel em Sousse

O mundo teve em uma sexta-feira sangrenta. Na Tunísia 37 morreram em ataque a um hotel turístico. Nu Kuwait, foram pelo menos 25 pessoas mortas durante rezas em uma mesquita. Na França, uma pessoa foi decapitada em ataque a uma indústria química na região de Lyon.

Ainda nesta sexta, o Estado Islâmico, que assumiu o atentado no Kuwait, fez sua segunda ofensiva mais sangrenta no território sírio, matando 145 civis.

Kuwait

Pelo menos 25 pessoas morreram nesta sexta-feira e outras 202 ficaram feridas em um atentado suicida contra uma mesquita xiita situada no centro da capital do Kuwait, informou o Ministério do Interior citado pela televisão oficial do país.

O grupo militante Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque suicida, de acordo com uma declaração postada nas redes sociais.

A declaração identificou o homem-bomba como Abu Suleiman al-Muwahed e informou que o alvo era um “templo dos rejeicionistas” – termo usado pelo grupo militante para se referir ao muçulmanos xiitas, a quem considera hereges.

Tunísia

Ao menos 37 pessoas morreram nesta sexta-feira em um ataque terrorista no hotel Imperial Mahrahaba, da rede espanhola Riu, na cidade turística de Susa, no sul da Tunísia, e no estabelecimento vizinho Muradi Palm Marinay, informaram à Agência Efe fontes de Segurança do país.

Segundo as mesmas fontes, dois homens armados entraram nos hotéis e abriram fogo de forma indiscriminada contra as pessoas que estavam no local, entre eles alguns turistas estrangeiros.

Um dos agressores foi morto enquanto o segundo ainda estava sendo perseguido pelas forças de segurança na região turística próxima a Port el Kantazi, da cidade de Susa, no centro-leste do país.

Pelo menos outras seis pessoas ficaram feridas e foram levadas para o hospital regional.

Segundo disseram as fontes, “ainda não se estabeleceu a identificação das vítimas nem sua nacionalidade”.

O corpo de um dos atiradores está na cena do ataque com um fuzil de assalto Kalashnikov, após ter sido baleado durante troca de tiros com a polícia.

Sousse é um dos balneários turísticos mais populares da Tunísia, atraindo visitantes da Europa e de países vizinhos do norte africano.

A Tunísia está em alerta desde março, quando atiradores militantes islâmicos atacaram o Museu Bardo, em Túnis, matando um grupo de turistas estrangeiros em um dos piores ataques em um década no país.

França

Um corpo decapitado e coberto de palavras escritas em árabe foi encontrado em uma empresa norte-americana de gás no sudeste da França nesta sexta-feira, relataram fontes da polícia e da mídia francesa, depois que um invasor bateu um carro contra o local e causou uma explosão.

O agressor sobreviveu à detonação e foi preso. A identidade da vítima decapitada não está clara, mas a imprensa francesa disse se tratar do gerente de uma empresa de transporte local que se encontrava ali para uma entrega.

Falando em uma cúpula da União Europeia em Bruxelas, o presidente francês, François Hollande, descreveu o acontecimento como um ato terrorista e afirmou que todas as medidas serão tomadas para deter futuros ataques no país, ainda se recuperando de atentados islâmicos ocorridos em janeiro.

“Dois indivíduos lançaram um carro deliberadamente contra os tanques de gás para desencadear uma explosão”, afirmou uma fonte policial sobre o ataque em uma zona industrial na cidade de Saint-Quentin Fallavier, 30 quilômetros a sudeste de Lyon.

Entretanto, o número de agressores foi posto em dúvida, e Hollande disse que podem ter sido um ou dois.

A mídia francesa disse que Sahli é um motorista profissional de 35 anos que vive no subúrbio de Lyon. Não houve confirmação oficial da informação.

Síria

Combatentes do Estado Islâmico mataram pelo menos 145 civis em um ataque à cidade síria de Kobani e a um vilarejo próximo, no que um grupo de monitoramento descreveu nesta sexta-feira como o segundo pior massacre levado a cabo pelo grupo radical na Síria.

Os combates entre as Unidades de Proteção Popular curdas (YPG, na sigla em curdo) e os militantes do Estado Islâmico, que se infiltraram na cidade pela fronteira turca na quinta-feira, entraram em seu segundo dia, disseram o Observatório Sírio para os Direitos Humanos e uma autoridade curda.

Segundo relatos, um atentado separado do Estado Islâmico a áreas sob controle do governo na cidade de Hasaka, no nordeste sírio, teria forçado 60 mil pessoas a abandonarem suas casas, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU), alertando que até 200 mil pessoas podem ter que fugir em algum momento.

(Imagens: Reuters)