Ativistas gays invadem contas de apoiadores do Estado Islâmico no Twitter

  • Por Jovem Pan
  • 16/06/2016 09h55
Conta do Estado Islâmico invadida pelo ativistas do Anonymous ainda possui diversos seguidores que apoiam o extremismo

Ativistas estão em “guerra” virtual com o Estado Islâmico.

Conhecidos por cooptar apoiadores pelas redes sociais, os extremistas islâmicos possuem contas invadidas e mensagens de “orgulho gay” em homenagem às vítimas do atentado de Orlando são postadas. Links para sites pornográficos homossexuais também são colocados.

Os autores do “ataque” virtual contra perfis de apoiadores do Estado Islâmico no Twitter se identificam como sendo do grupo coletivo de hackers Anonymous, que já havia se movimentado contra os terroristas desde os atentados de Paris no ano passado. De acordo com o site Daily Mirror, mais de 200 contas no Twitter haviam sido invadidas até a noite de quarta neste ataque virtual mais recente. Muitas, porém, já estão fora do ar. Cerca de 125 mil contas promovendo o terrorismo foram fechadas pelo Twitter desde 2015, diz a rede social.

Mensagens em inglês como “às famílias e vítimas de Orlando, nunca vamos nos esquecer” vêm depois de posts anteriores, em árabe, que falam sobre a guerra na Síria e exaltam ataques pelo mundo contra os “adoradores da cruz”.

Aparentemente, fotos das contas dos extremistas foram apagadas. Fotos do perfil e de capa são substitúídas por imagens de bandeiras do arco-íris, símbolo da luta LGBT. Os nomes dos perfis são mudados por “Jacked by a Ghost” (ou, levantado por um fantasma) e o link que aparece na conta é substituído pelo site da CIA.

Uma das contas hackeada tem sede na Jordânia. Muitos outros perfis, invadidos, no entanto, já estão fora do ar. Entre os 100 seguidores e as 164 contas que um dos perfis invadidos pelos ativistas gays seguem, há muitos outros perfis no Twitter que exaltam ações do Estado Islâmico.

Orlando

O alvo do atentado que deixou 50 mortos no sul da Flórida foi uma famosa boate gay da região.

O autor do atentado, americano de Nova Iorque abatido pela SWAT após horas de tiros indiscriminados, havia jurado lealdade ao grupo terrorista que tem sede na Síria e no Iraque.