Ativistas vaiam representante da Venezuela na OEA e pedem liberdade

  • Por Agencia EFE
  • 14/06/2015 17h06

Washington, 14 jun (EFE).- Um grupo de ativistas vaiou neste domingo o vice-ministro para a América do Norte da Venezuela, Alejandro Fleming, e pediu liberdade para os opositores do governo de Nicolás Maduro na jornada de diálogo com a sociedade civil da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em seu discurso, constantemente interrompido pelos protestos, Fleming pediu que “os direitos humanos não sejam usados como bandeira para desestabilizar países”.

Fleming faz parte da delegação da Venezuela para a 45ª Assembleia geral da OEA dos dias 15 e 16 em Washington, que hoje teve sua jornada prévia de debate aberto com os atores sociais.

Em seu discurso, Fleming defendeu que “a Justiça deve ser para todos com transparência e que na Venezuela está se fazendo justiça”, afirmações recebidas com vaias e gritos de “sem-vergonha” e “liberdade” entre representantes da sociedade civil.

A crise política na Venezuela foi um dos temas principais desde domingo no primeiro debate do secretário-geral, Luis Almagro, com os atores sociais do continente.

Almagro recebeu pedidos para aplicar a Carta Democrática à Venezuela e de se pronunciar para pedir “o fim da impunidade” em Cuba e Venezuela, como disse Rosa María Payá, ativista cubana e filha do falecido dissidente cubano Oswaldo Payá.

A Carta Democrática Interamericana, aprovada em 2001 pela Assembleia Geral da OEA no Peru, estabelece que a ruptura da ordem democrática ou sua alteração em um Estado-membro constitui “um obstáculo insuperável” para a participação de seu governo nas diversas instâncias do organismo.

Esse foi o instrumento utilizado para suspender a Honduras da OEA durante quase dois anos após o golpe de Estado de 2009.

A crise política na Venezuela é o primeiro desafio a ser enfrentado por Almagro, que tomou posse no dia 26 de maio.

O secretário-geral estabeleceu no 10 de junho uma missão de observação eleitoral da OEA para as eleições parlamentares na Venezuela previstas para este ano, após a recusa de Caracas em relação à mesma oferta no pleito presidencial de 2013. EFE