Ato de estudantes acaba em confronto com a PM no centro de São Paulo

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/05/2016 09h34
SP - EDUCAÇÃO/PROTESTO/SP - POLÍTICA - Confusão entre policiais e manifestantes na Praça da República, no centro de São Paulo, ao final de protesto pela Educação, que teve concentração no Masp, na Avenida Paulista, nesta quarta-feira (18). 18/05/2016 - Foto: GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDOPM estudantes

Após a liberação da última escola técnica ocupada, alunos da USP, estudantes de escolas técnicas e secundaristas fizeram, na última quarta-feira (18), um protesto unificado no centro da capital que terminou em confronto com a polícia. O ato, que pautava-se contra os cortes de verbas na educação do estado e pela investigação de denúncias envolvendo desvio de recursos da merenda escolar, começou às 17 horas, na Avenida Paulista. Na sequência, o grupo, contando com cerca de 2 mil pessoas, segundo os organizadores, marchou na direção da Praça da República, onde fica a Secretaria da Educação.

Por volta das 21 horas, na altura do Edifício Copan, a contenda com os oficiais teve inicio. De acordo com a Rádio CBN, policiais tentavam revistar um dos manifestantes quando começou a confusão. Os soldados usaram spray de pimenta e cassetetes e os estudantes revidaram soltando rojões, na esquina da Avenida Ipiranga com a Praça da República. Pelo menos seis estudantes foram detidos.

A fotógrafa Gabriela Biló, do jornal O Estado de S. Paulo, relatou que um policial tentou arrancar sua câmera e, em seguida, recebeu um jato de spray de pimenta no rosto. “Foi no momento em que um estudante foi preso e a polícia formou um cordão em volta dele”, conta. 

O fotógrafo André Lucas Almeida, da agência Futura Press, também sofreu com spray de pimenta e golpes de cassetete e teve seu notebook quebrado por PMs. “Os policiais começaram a agredir todo mundo a esmo.” Até o momento, nenhum representante da Secretaria da Segurança foi encontrado para falar sobre o assunto.

Desocupação e CPI

A última Etec foi desocupada por estudantes na última terça-feira (17). Segundo o Centro Paula Souza, a Etec Abdias do Nascimento, em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, foi liberada voluntariamente. Na última quarta-feira (18), houve vistoria e as aulas ficaram suspensas. 

Já o pedido de uma CPI da Merenda passou nas comissões temáticas da Assembleia e, agora, precisará ser aprovado por, pelo menos, 48 deputados no plenário da Casa. A votação deve ocorrer na próxima terça-feira (24).