Aumenta incerteza sobre número real de desaparecidos na erupção do Ontake

  • Por Agencia EFE
  • 02/10/2014 00h18

Tóquio, 2 out (EFE).- As equipes de resgate retomaram nesta quinta-feira (data local) a busca por mortos no monte japonês Ontake, cinco dias depois da erupção que deixou pelo menos 47 mortos, enquanto continua a incerteza sobre o número real de pessoas que permanecem desaparecidas.

Membros da polícia, bombeiros e Forças de Autodefesa (exército do Japão) voltaram a subir durante a manhã no cume do vulcão, onde as tarefas são dificultadas pela baixa visibilidade e riscos de emissões de gases tóxicos e por uma nova erupção.

Por enquanto, o governo de Nagano, província onde fica o vulcão, confirmou que 47 corpos foram encontrados no Ontake, um a menos do que o número anunciado inicialmente na quarta-feira.

A maioria das vítimas foram achadas perto do templo localizado no cume do Ontake e nas trilhas que conduzem até o topo da montanha, a uma distância de cerca de 200 metros.

O Ontake, o segundo maior vulcão do Japão, com 3.067 metros de altura e situado a cerca de 100 quilômetros da cidade de Nagoia, entrou em erupção no sábado, quando centenas de montanhistas transitavam por suas rotas.

Aproximadamente 250 pessoas puderam deixar a montanha sozinhos ou foram evacuados, mas as autoridades locais desconhecem o número de visitantes que se encontravam no vulcão no momento da erupção e admitem que o total de mortos pode ser maior.

Na terça-feira, os bombeiros da cidade de Kiso afirmaram que entre 70 e 80 pessoas continuavam desaparecidas, mas este número foi desmentido posteriormente pelo governo de Nagano.

A falta de informação sobre os desaparecidos provocou protestos de familiares que aguardam notícias sobre o resgate na prefeitura de Kiso, segundo a agência local “Kyodo”.

É difícil determinar com exatidão quantas pessoas se encontravam no sábado no Ontake pois a grande maioria dos montanhistas não costuma se registrar antes de iniciar as trilhas.

No dia da erupção, apenas 333 pessoas haviam se registrado nos guichês localizados no pé da montanha, informou a polícia.

No entanto, estima-se que apenas entre 10% e 20% das pessoas fazem este registro, segundo uma associação de montanhismo de Kiso. De acordo com a associação, milhares de pessoas costumam praticar montanhismo no Ontake em um fim de semana nesta época do ano.

A erupção do Ontake é a que mais mortes provocou no Japão desde 1926, quando 144 pessoas morreram em função dos desprendimentos de lava e avalanches no monte Tokachi, na cidade de Hokkaido. EFE

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