Aumento da taxa básica de juros é forma do Banco Central controlar a inflação
O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (03) elevar a taxa básica de juros para 11,75% ao ano. A editora de economia JOVEM PAN, Denise Campos de Toledo, comenta sobre o que isso representa para as dívidas e investimentos.
A tendência é de o crédito ficar mais caro e os bancos já o aumentarem. Para quem tem dinheiro isso é ótimo, no entanto, para aqueles que não possuem, isso é péssimo.
Além desses ajustes do Banco Central, o aumento foi mais forte, de modo a tentar controlar mais a inflação. Para controlá-la o BC encarece o crédito, assim as pessoas compram menos e comprando menos, possuem menos espaço para aumentar os preços. Na compra de eletrodomésticos a prazo, por exemplo, se houver esse repasse ele representa 0,04 pontos na formação dos juros. As linhas de crédito já cobram mais de 15% ao mês quando se cai no rotativo e todas as operações vão ficando mais caras.
Denise Campos de Toledo aconselha a tentar evitar o endividamento e, como a tendência é dos juros subirem mais, fugir do rotativo do cartão e também do cheque especial.
Do ponto de vista das aplicações, a caderneta perde competitividade, já que possui uma fórmula de rendimento que não muda muito quando aumenta a taxa básica.
Denise ainda alerta que ano que vem espera-se juros altos na economia.
Correção de tarifa de energia, transporte, combustíveis e possível aumento de imposto.
*Saiba mais detalhes no áudio completo.
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