Autoridade sunita critica divulgação de caricaturas de Maomé na TV holandesa

  • Por Agencia EFE
  • 25/06/2015 17h06

Cairo, 25 jun (EFE).- A Universidade de Al-Azhar, autoridade religiosa de referência do islã sunita, criticou nesta quinta-feira a divulgação de caricaturas do profeta muçulmano Maomé na televisão pública holandesa pelo líder do xenófobo Partido pela Liberdade holandês (PVV), Geert Wilders.

Em comunicado, a instituição fez um pedido a todos os muçulmanos para “ignorar este ato terrorista odioso” e insistiu que o profeta está “acima” de desenhos “desrespeitosos”.

Na nota recolhida pela agência estatal de notícias egípcia “Mena”, Al-Azhar convocou todos os “intelectuais” do mundo a condenar de forma firme toda “ameaça à paz mundial”.

As caricaturas faziam parte de um concurso organizado em Garland (Estados Unidos) no início de maio, contra o qual aconteceu um atentado reivindicado por jihadistas e no qual Wilders tinha pronunciado um discurso.

Ontem, Wilders mostrou as caricaturas de Maomé na emissora pública holandesa “NPO1” em uma faixa reservada aos partidos e assegurou que não fazia isso para provocar, mas para defender a liberdade de expressão, que “sempre deve superar a violência e o extremismo”.

O líder do PVV foi objeto de várias polêmicas nos últimos anos, principalmente por seu discurso contra a imigração e contra o islã.

Em 2011, Wilders foi absolvido em processo no qual esteve acusado de incitação ao ódio e discriminação contra os muçulmanos.

Em dezembro de 2014 a procuradoria holandesa disse que julgará o político xenófobo por “incitar ao ódio”, após a grande polêmica causada por comentários seus contra a presença de marroquinos na Holanda. EFE