Autoridades buscam por detalhes para esclarecer tiroteio em Orlando

  • Por Estadão Conteúdo
  • 13/06/2016 11h34
TAI01 BANGKOK (TAI), 13/06/2016.- Un hombre enciende una vela en memoria de las victimas del ataque en la discoteca gay en Orlando ayer, en las puertas de la Embajada estadounidense en Bangkok, Tailandia, hoy 13 de junio de 2016. Las autoridades de Orlando revelaron hoy los nombres de 15 de las al menos 50 víctimas mortales del ataque, mientras el grupo terrorista Estado Islámico reivindicó hoy de nuevo la matanza y calificó a su autor, Omar Mateen, como un soldado del califato. EFE/DIEGO AZUBELBoate Orlando

O tempo de duração e outros detalhes do tiroteio em uma boate gay, em Orlando, nos EUA, que deixou pelo menos 49 mortos e 53 feridos ainda permanecem obscuros, após autoridades fornecerem informações adicionais, nesta segunda-feira (13), sobre o pior tiroteio em massa na história dos EUA. 

Regina Lombardo, agente especial encarregada da divisão de Tampa do Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, disse que duas das armas encontradas na cena do crime foram rastreadas e pertenciam ao atirador identificado como Omar S. Mateen, concluindo-se também que uma terceira arma foi encontrada em seu veículo e que a agência estava trabalhando em seu rastreamento.

Embora o número de vítimas mortas no tiroteio tenha sido dado como 50, Paul Wysopal, do Escritório Federal de Investigação, esclareceu, também nesta segunda, que o número de mortos foi 49. A polícia disse que atirou e matou Mateen por volta das 5h (no horário local).

Autoridades prometeram não ser intimidadas pela violência, “nós não vamos ser definidos pelo ato de um inimigo covarde”, disse o prefeito de Orlando, Buddy Dyer, “somos definidos pelo modo como agimos, reagimos e como tratamos uns aos outros e esta comunidade já tem identificado isso”, complementa.

Na manhã desta segunda-feira (13), todas as famílias das vítimas já tinham sido identificadas e, entre elas, estão: Edward Sotomayor Jr , de 34 anos, Stanley Almodovar III, de 23 anos, Luis Omar Ocasio-Capo, de 20 anos, Juan Ramon Guerroro, de 22 anos, Eric Ivan Ortiz-Rivera, de 36 anos, Peter O. Gonzalez-Cruz, de 22 anos, Luis S. Vielma, de 22 anos, Kimberly Morris, de 37 anos; Eddie Jamoldroy Justice, de 30 anos, Darryl Roman Burt II, de 29 anos, Deonka Deidra Drayton, de 32 anos, Alejandro Barrios Martinez, de 21 anos, Anthony Luis Laureanodisla, de 25 anos, Jean Carlos Mendez Perez, de 35 anos, Franky Jimmy Dejesus Velazquez, de 50 anos, Amanda Alvear, de 25 anos, Martin Benitez Torres, de 33 anos, Luis Daniel Wilson-Leon, de 37 anos, Mercedez Marisol Flores, de 26 anos, Xavier Emmanuel Serrano Rosado, de 35 anos e Gilberto Ramon Silva Menendez, de 25 anos.

As autoridades disseram que Mateen abriu fogo na boate Pulse, no centro de Orlando, e ainda ligou para a polícia e reivindicou lealdade ao Estado Islâmico, levando-os a tratar o tiroteio como um ataque terrorista inspirado por uma organização terrorista estrangeira. Ele estava com um rifle e uma pistola.

Muitos dos feridos estavam em estado crítico no Orlando Regional Medical Center, onde cirurgias continuaram durante todo o dia, disse o cirurgião Michael Cheatham.

Duas autoridades da equipe contra o terrorismo disseram que o extremista trabalhou como guarda na empresa de segurança inglesa G4S, uma das maiores empresas do mundo neste segmento. A empresa relatou que ele foi contratadon em 2007 e que, em 2013, passou por uma triagem que não revelou nenhum “resultado adverso”.

Uma mulher que disse ser a ex-esposa de Mateen o descreveu como uma pessoa “desequilibrada” e que era abusivo durante o casamento. O radical lhe tinha dito que queria se tornar um policial, contou a ex-conjuge à rede de televisão CNN, acrescentando acreditar que ele era mentalmente instável, mas que não viu nenhum sinal de que ele tinha inclinações terroristas.