Bachelet viaja à zona afetada pela erupção do vulcão Villarrica

  • Por Agencia EFE
  • 03/03/2015 10h11

Santiago do Chile, 3 mar (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, viajará nesta terça-feira à zona afetada pela erupção nesta madrugada do vulcão Villarrica, na região da Araucanía, que obrigou a evacuação de até agora 3.385 pessoas.

“Estamos pedindo calma e que as instruções seja seguidas para que que este episódio não tenha nenhuma situação para lamentar”, declarou à imprensa a governante antes de iniciar um conselho de gabinete no palácio de La Moneda.

Bachelet disse aos jornalistas que logo após ocorrer a erupção, que começou às 3h01 local (4h01, em Brasília), foi constituído um comitê operacional no Escritório Nacional de Emergência (Onemi) formado pelo ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo, o subsecretário do departamento, Mahmoud Aleuy, o titular da Defesa, Jorge Burgos, e o responsável da Onemi, Ricardo Toro.

Também nos municípios afetados foram ativados comitês de emergência comunais e regionais, enquanto os intendentes (governadores) sobrevoam a zona de helicóptero para avaliar a situação, especialmente o risco de inundações por conta do degelo, acrescentou.

“Eu quero pedir calma”, ressaltou a presidente. “A situação está sendo monitorada e avaliada minuto a minuto, todas as autoridades estão desdobradas no terreno e todos os serviços estão ativados”.

“Todas nossos recursos humanos e técnicos estão à disposição desta emergência e foram tomadas medidas preventivas, como a interdição de estradas, essencialmente pensando no aumento do volume de alguns rios que foi observado”, explicou.

Bachelet já teve que enfrentar outras situações de emergência derivadas de catástrofes, como o terremoto ocorrido em 27 de fevereiro de 2010 na zona central e sul do país, o terremoto no norte ocorrido em abril do ano passado e o incêndio de vários colinas povoados da cidade portuária de Valparaíso poucas semanas depois.

“Quero mandar uma afetuosa saudação às pessoas que estão vivendo nas comunas afetadas e dizer que o mais importante é que estamos trabalhando com todas nossas energias para apoiar e diminuir o que estiver em nossas mãos com relação a esta nova emergência produzida pela natureza em nosso país”, manifestou.

A presidente acrescentou que decidiu viajar à zona e fazer um avaliação no terreno para ver se há outras medidas necessárias para adotar.

Após a erupção, segundo informou anteriormente o ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo, foram evacuadas 3.385 pessoas nos municípios de Pucón, Coñaripe e Villaerrica, enquanto vários caminhos da zona foram fechados para o tráfego de veículos.

Segundo o Serviço de Geologia e Mineração (Sernageomin), o processo eruptivo “é caracterizado pela emissão de um grande volume material desde o interior do vulcão, composto por uma coluna de cinzas e material particulado que alcança alturas próximas a três quilômetros”.

As autoridades decretaram alerta vermelho nos municípios de Villarrica, Pucón e Curarrehue, na Região da Araucanía, e Panguipulli, na Região dos Rios.

O total de pessoas que precisam ser evacuadas, caso que seja necessário, chega a 20 mil, segundo os organismos de emergência.

O Villarrica, a 775 quilômetros de Santiago, é considerado um dos vulcões mais ativos da América Latina e seus mais recentes eruções, em 1984 e 2000, foram do tipo “estrombolianas”, que se caracterizam por colunas eruptivas de baixa altura e baixo volume emitido.

O vulcão mantém uma cratera aberta de 200 metros de diâmetro, que contém um lago de lava de entre 100 e 150 metros de profundidade e registra, desde 1558, um total de 49 grandes eruções, uma a cada dez anos aproximadamente, segundo dados o organismo. EFE

ns/ff