Ban condena firmemente atentado Beirute e pede apoio das forças de segurança

  • Por Agencia EFE
  • 02/01/2014 18h39

Nações Unidas, 2 jan (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta quinta-feira firmemente a explosão de um carro-bomba ocorrida em Beirute, na qual quatro pessoas perderam a vida, e pediu cooperação das forças de segurança para frear a “profundamente preocupante escalada de violência” no Líbano.

Ban manifestou suas condolências às famílias das vítimas deste atentado, assim como seu desejo de rápida recuperação para as 65 pessoas que, segundo as últimas informações, ficaram feridas .

A explosão aconteceu hoje por volta das 16h15 local (14h15, em Brasília) no bairro do sul de Beirute Haret Hreik e o secretário- geral considerou que “este ato segue à terrível explosão de 27 de dezembro (que deixou sete mortos, entre eles o ex-ministro de Finanças libanês Mohammed Chatar) e reflete uma profunda preocupante escalda da violência da qual foi o Líbano foi testemunha nos últimos meses”.

Ban pediu que “todos os partidos políticos do Líbano atuem com moderação e ao povo libanês que esteja unido em seu apoio às instituições do Estado, particularmente ao Exército e às forças de segurança, enquanto trabalham para prevenir outros atos de terrorismo e salvaguardar a segurança do país”.

Depois da explosão, o ministro da Saúde libanês, Ali Hassan Khalil pediu a todos os hospitais que recebam as vítimas do atentado e à população que vá aos centros de saúde para doar sangue, segundo a Agência Nacional de Notícias (ANN).

Ban ressaltou também a necessidade que “instigadores e executores deste crime sejam levados perante a justiça o mais rápido possível”.

Após o atentado de 27 de dezembro, o ex-primeiro-ministro Saad Hariri e a coalizão pró-ocidental das Forças de 14 de Março acusaram o Hezbollah de estar por trás do mesmo, embora este tenha negado seu envolvimento.

A escalada de violência à qual o secretário-geral da ONU se refere começou com a crise síria, em março de 2011, que provocou um aumento dos enfrentamentos sectários, os assassinatos e os sequestros. EFE