Beckham e Unicef levam necessidades das crianças aos líderes mundiais na ONU

  • Por Agencia EFE
  • 24/09/2015 20h20

Nações Unidas, 24 set (EFE).- A Unicef e seu embaixador da Boa Vontade, o ex-jogador inglês David Beckham, apresentaram nesta quinta-feira, na sede da ONU, um sistema digital projetado para levar aos líderes mundiais as necessidades de crianças e jovens de todo o mundo.

A ferramenta, criada pelo Google, mostrará mensagens enviadas pela Unicef sobre as preocupações e aspirações da juventude para os cerca de 150 chefes de Estado e governo que participarão a partir de amanhã de uma cúpula para definir a nova agenda de desenvolvimento mundial.

Segundo Beckham, o sistema permitirá “dar as crianças uma voz justo no coração das Nações Unidas”.

“Todas as crianças compartilham a esperança de um futuro melhor. Com o mundo focado nos novos objetivos globais, há uma verdadeira oportunidade de transformar essa esperança em realidade”, disse o ex-jogador.

Beckham, que trabalha há dez anos com a Unicef, pediu aos líderes internacionais para privilegiar as crianças, especialmente os mais desfavorecidos, no centro da nova agenda de desenvolvimento que será discutida na ONU, substituindo os Objetivos do Milênio.

“Juntos, temos o poder de salvar vidas. O ano de 2014 foi um dos mais devastadores para as crianças”, lembrou Beckham sobre a situação de 15 milhões de menores de idade expostos a extrema violência ao destacar que 2015 não está sendo um ano melhor.

“Como embaixador do Unicef e pai, me corta o coração ver as crianças continuarem sofrendo”, destacou o ex-jogador, ídolo do Manchester United e Real Madrid.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também discursou na inauguração do sistema da Unicef, destacando a necessidade de ouvir os mais jovens e ajudá-los a criar um mundo melhor.

Ban afirmou que com a adoção dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável será dada “a primeira passagem de uma mudança de paradigma”, na qual será prioritário o bem-estar humano, a prosperidade, a paz e a justiça, e também se exigirá ações de todos e em todas as partes.

“A menos que façamos investimentos nas crianças mais desfavorecidas desde os primeiros anos, seguiremos vendo na seguinte geração a mesma pobreza e desigualdade que dividem e desestabilizam hoje nosso mundo”, afirmou o diretor-executivo da Unicef, Anthony Lake.

Segundo a Unicef, apesar dos progressos registrados nos últimos 15 anos com os Objetivos do Milênio, 6 milhões de menores de cinco anos seguem morrendo a cada ano por causas evitáveis. E mais de 120 milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola. EFE

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