Belarus rejeita partes da Declaração da Associação Oriental

  • Por Agencia EFE
  • 22/05/2015 12h03

Riga, 22 mai (EFE).- Belarus expressou nesta sexta-feira por escrito sua rejeição às partes relativas ao papel da Rússia na crise da Ucrânia na Declaração final da cúpula realizada em Riga entre a UE e as seis antigas repúblicas soviéticas da Associação Oriental.

“Em declaração adicional, dizemos que não aceitamos os parágrafos (do documento final) que, em nossa opinião, contêm mensagens de confronto dirigidas a uma terceira parte”, disse o ministro das Relações Exteriores bielorrusso, Vladimir Makei, em alusão à Rússia.

Ressaltou, além disso, que a referência à “anexação ilegal da Crimeia” contida no texto final da cúpula de Riga corresponde a da União Europeia, e não a de todos os participantes do encontro.

No documento final o país assinalou que somente “a UE reafirma as posições adotadas na declaração da cúpula UE-Ucrânia de 27 de abril, incluindo (a referida à) anexação ilegal da Crimeia e de Sebastopol”.

“Os participantes da cúpula reafirmaram suas posições sobre a resolução da Assembleia Geral da ONU sobre a integridade territorial da Ucrânia”, um texto de condenação à Rússia que não foi apoiado nem por Belarus nem pela Armênia.

Por outro lado, ao se referir às difíceis relações bilaterais entre Minsk e Bruxelas, Makei garantiu que os representantes de alguns países da UE se mostraram dispostos a se reunir com ele para tratar do fim das sanções europeias que pesam sobre Belarus.

“Mais, inclusive ministros de alguns países que sempre mostraram muitas reservas com Belarus manifestaram o desejo de se reunir comigo”, acrescentou.

Em 2010, centenas de opositores foram detidos e vários candidatos presidenciais presos nos violentos distúrbios que explodiram em Minsk após a reeleição do atual presidente, Aleksandr Lukashenko.

Pouco depois, Bruxelas aprovou sanções contra Lukashenko e mais de 150 altos funcionários de seu regime, que incluem o congelamento de bens em território comunitário e uma proibição de vistos de entrada à UE. EFE