BID estuda criar entidade própria para financiar setor privado

  • Por Agencia EFE
  • 30/03/2014 14h03

Costa do Sauípe, 30 mar (EFE).- O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estuda criar uma subsidiária com capital próprio para atender exclusivamente o financiamento do setor privado, a que é defendido por várias das delegações que participam da 55ª assembleia anual do órgão, que termina neste domingo.

“O BID precisa ter um braço muito ativo e com muito músculo para financiar o setor privado. Seria uma entidade irmã do BID dedicada exclusivamente ao setor privado e com um capital amplo e suficiente que lhe permita desempenhar esse papel”, disse à Agência Efe o ministro da Fazenda da Colômbia, Mauricio Cárdenas.

A proposta vinha sendo discutida internamente pelo BID, mas ganhou força durante a Assembleia Anual realizada na Bahia, dedicada precisamente à ajuda que a entidade pode dar ao setor privado.

Cárdenas afirmou que a proposta é defendida por vários países, ganhou força na Costa do Sauípe e foi incluída na agenda de deliberações de hoje, último dia do encontro, por isso espera-se que sua criação conste no documento final da assembleia.

Vários dos 48 países-membros do BID dizem sentir a falta de um ramo da instituição que seja voltado exclusivamente aos investimentos em infraestrutura do setor privado.

Para Cárdenas, além de apoiar os governos dos países da América Latina, o BID também tem que apoiar os projetos de infraestrutura que algumas administrações da região estão iniciando em associação com a iniciativa privada.

“Uma boa parte dos investimentos que hoje são feitos na América Latina em infraestrutura são feitos pelo setor privado na modalidade público-privada ou por concessões”, afirmou o ministro colombiano.

“Achamos que o BID que foi tão ativo em financiar os governos deve passar agora a tomar um grande liderança no financiamento ao setor privado”, acrescentou.

Cárdenas considera que o novo setor do BID pode agrupar várias linhas e iniciativas que a entidade já tem para atender o setor privado, mas que estão dispersas.

“É preciso colocar tudo sob o mesmo teto e dar uma injeção de capital ao setor que apoiaria o setor privado”, concluiu. EFE