Bioquímicas Charpentier e Doudna recebem Prêmio Princesa das Astúrias 2015

  • Por Agencia EFE
  • 28/05/2015 12h27

Oviedo (Espanha), 28 mai (EFE).- A bioquímica francesa Emmanuelle Charpentier e a americana Jennifer Doudna receberam nesta quinta-feira o Prêmio Princesa das Astúrias de Pesquisa Científica e Técnica 2015 por desenvolverem uma tecnologia que permite a edição de genes e a manipulação de ácidos nucleicos com grande precisão.

Segundo informou a Fundação que concede os prêmios anualmente, Charpentier e Doudna foram pioneiras em aplicar uma técnica chamada CRISPR-Cas9 que atua como uma tesoura molecular para cortar e substituir com grande precisão letras de DNA.

Charpentier, de 47 anos, é microbióloga especializada em infecções. Doudna, de 51 anos, é professora de biologia molecular na Universidade da Califórnia. O prêmio foi concedido por unanimidade dos 19 membros do júri.

A bancada enfatizou a “revolução em biologia molecular” conseguida por ambas as bioquímicas e elogiou os avanços científicos que conduziram ao desenvolvimento de uma tecnologia que permite “modificar genes, com grande precisão e delicadeza em todos os tipos de células, possibilitando mudanças que significam uma verdadeira edição do genoma”.

Ambas as pesquisadoras estudaram a forma como determinadas bactérias se defendem dos vírus que as infectam, destruindo o DNA dos mesmos após reconhecerem algumas de suas características específicas.

A partir destes avanços, uniram seus esforços com uma visão inovadora que permitiu desenvolver o que se denominou o sistema CRISPR-Cas.

O trabalho dessas pesquisadoras, inspirado na defesa imunológica das bactérias perante os vírus, cria uma grande esperança ao tratamento genético e ao tratamento de doenças, como o câncer, a fibrose cística e a síndrome de imunodeficiência combinada, entre outras.

Compõem o prêmio uma escultura de Joan Miró, 50 mil euros, um diploma e uma insígnia. EFE

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