BM e potências mundiais anunciam mais fundos para combater ebola na África

  • Por Agencia EFE
  • 25/09/2014 16h36

Nações Unidas, 25 set (EFE). – O Banco Mundial (BM) anunciou nesta quinta-feira a concessão de US$ 170 milhões para combater o surto de ebola na África Ocidental, enquanto a Comissão Europeia (CE) prometeu 30 milhões de euros em ajuda humanitária à região.

A França também se comprometeu a fornecer 70 milhões de euros para fazer frente à crise. Já a Alemanha anunciou “cerca de 25 milhões” de euros e a Coreia do Sul informou que liberará US$ 5 milhões. Os compromissos foram anunciados durante uma sessão de alto nível sobre a epidemia do ebola na sede das Nações Unidas.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou que os US$ 170 milhões prometidos hoje elevam a ajuda total fornecida pela instituição a US$ 400 milhões, dado que se somam os 230 milhões já anunciados em um pacote de financiamento para os três países afetados – Guiné, Libéria e Serra Leoa.

“Podemos deter esta epidemia, mas não podemos definir nossas intervenções em função do que achamos que pode ser possível, mas do que é preciso para controlá-la”, afirmou Kim.

“Estamos falando de nada menos do que o colapso potencial do continente” africano, alertou Kim, e falou do potencial de “dezenas de bilhões de dólares em perdas” econômicas relacionadas com a disseminação da doença.

Os cálculos divulgados na semana passada pelo BM apontam que Guiné terá reduzida a previsão de crescimento econômico de 2014 de 4,5% a 2,4%; Libéria de 5,9% a 2,5%; e Serra Leoa de 11,3% a 8%.

Por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, anunciou que esse órgão fornecerá “um pacote adicional de 30 milhões de euros com ajuda humanitária para apoiar os esforços” contra o ebola, que se somam aos quase 150 milhões de euros que a União Europeia (UE) apresentou até agora.

“No entanto, os fundos não são suficientes. É essencial que asseguremos que a ajuda humanitária e a assistência internacional cheguem às áreas afetadas. Precisamos isolar a doença, não isolar às comunidades”, disse Barroso.

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, anunciou 70 milhões de euros, enquanto um representante da Alemanha prometeu 25 milhões “para a Organização Mundial da Saúde, Médicos sem Fronteiras e Unicef”, e lembrou que mais de dois mil voluntários alemães se registraram para viajar à região. EFE