Bombardeio no nordeste da Colômbia já matou 14 guerrilheiros das Farc
Bogotá, 20 jan (EFE).- Um bombardeio sobre acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) matou 14 guerrilheiros, atualizou nesta segunda-feira as forças armadas colombianas.
Segundo o comandante das Forças Militares, o general Leonardo Barreira, em entrevista coletiva realizada em Tame (no estado de Arauca), com o avanço nos trabalhos de recuperação de corpos foram encontrados 14 guerrilheiros.
Além disso, um deles ficou ferido e outro se entregou às forças militares.
As autoridades militares também indicaram que um helicóptero militar recebeu disparos da guerrilha, mas não conseguiram derrubar a aeronave.
Os guerrilheiros pertenciam à coluna móvel Alfonso Castelhanos das Farc e segundo Barreira foram surpreendidos pelas autoridades quando preparavam em uma zona rural de Tame “um ataque indiscriminado com armas de artilharia artesanal sobre a população de Puerto Rondón”.
Tropas da Força Aérea, da Força de Tarefa Quirón da Oitava Divisão e da Aviação do Exército participaram deste bombardeio contra o acampamento guerrilheiro.
O objetivo era o líder da coluna móvel Alfonso Castelhanos, conhecido “Franklin”, cujo paradeiro está sendo investigado. Suspeita-se que tenha sido ferido ou ter fugido para a Venezuela.
As autoridades colombianas atribuem a “Franklin” e a sua unidade guerrilheira atentados “contra a população civil, a infraestrutura econômica de Arauca e a polícia”, entre eles a emboscada que em agosto causou a morte de 14 soldados.
Arauca é uma das regiões onde a presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) é maior.
Os responsáveis militares da operação estão reunidos em Tame para apresentar os resultados e esperam que os corpos sejam transferidos para o batalhão Rafael Navas Pardo para depois serem colocados à disposição da perícia.
De acordo com o Comando Geral, nos primeiros 20 dias de 2014 morreram em ação 13 guerrilheiros das Farc e do ELN e outros três foram detidos, enquanto em todo o país morreram 18 e 40 foram capturados.
Este é o primeiro grande revés sofrido pelas Farc depois que encerrar na quarta-feira a trégua unilateral de um mês decretada por causas dos festejos de fim de ano.
As Farc e o governo negociam desde novembro de 2012 em Havana um acordo de paz para acabar com meio século de guerra, diálogo que acontece sem um cessar-fogo bilateral e em meio a constantes enfrentamentos armados, atentados e bombardeios. EFE
agp/cd
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