Bombardeios do Exército iraquiano deixa 18 pessoas mortas em Saladino
Bagdá, 2 jul (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram, oito delas de uma mesma família, nesta quarta-feira pelos bombardeios do Exército iraquiano na cidade de Al Sherqat, na província de Saladino, informaram à Agência Efe fontes de segurança.
Estes ataques aéreos, que também causaram 18 feridos e destruíram pelo menos cinco casas, integram a ofensiva militar articulada para recuperar o controle de Saladino, que, atualmente, possui inúmeras regiões nas mãos da insurgência sunita.
Tikrit, a capital de Saladino, situada ao norte de Bagdá, também foi palco de intensos bombardeios, embora não haja informações oficiais sobre o número de vítimas entre a população civil.
As forças de segurança e os insurgentes travaram combates nos arredores do norte e do sul da cidade, berço do falecido ditador Saddam Hussein.
Por outro lado, uma fonte médica do hospital da cidade de Faluja, a cerca de 50 quilômetros ao oeste de Bagdá, revelou que recebeu dois corpos e 15 pessoas feridas, entre elas mulheres e crianças, que teriam sobrevivido a um ataque com bomba.
Ontem, o Ministério de Defesa do Iraque informou que os cinco caças-bombardeiros (modelo Sukhoi 25) vindos da Rússia já começaram a “prestar serviço e a voar pelo céu de Bagdá”.
Os caças, que chegaram há dois dias no país, oferecerão cobertura aérea à campanha que as Forças Armadas realiza para retomar alguns pontos tomados pela na ofensiva iniciada pelos jihadistas no último dia 10 de junho, quando assumiram o controle de Mossul, a segunda cidade do país, e Tikrit.
Apesar das diferentes frentes abertas e da ameaça insurgente, as forças políticas seguem sem alcançar um consenso, como demonstrou o fracasso da primeira reunião do parlamento ontem.
O líder do radical Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, exigiu aos muçulmanos de todo o mundo que emigrem ao “califado”, declarado por seu grupo no último domingo e que abrange partes da Síria e do Iraque. EFE
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