Brasil é “ponto fora da curva” no cenário internacional, diz ex-Banco Mundial

  • Por Jovem Pan
  • 13/10/2014 12h26
Dilma Rousseff e Vladimir Putin se encontram em Brasília

Em entrevista a Denise Campos de Toledo, o ex-economista do Banco Mundial e consultor Claudio Frischtak, diretor da Inter.B, avaliou o cenário econômico internacional, a posição do Brasil e as medidas que deveriam ser tomadas para melhorar a situação.

Frischtak vê um cenário internacional mais nebuloso, mas em relativa recuperação. “O patinho feio é a Europa”, afirmou o economista, para quem Ásia e EUA estão se recuperando. A China é uma economia muito grande e provavelmente vai crescer 7%.

“O Brasil continua sendo um ponto fora da curva”, considera, porém, Frischtak, “por causa dos erros da política econômica”.

“Dentro dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil é, junto com a Rússia, um dos países que menos cresce”, considerou. O País está “crescendo bem menos que a África do Sul, que também é um exportador de commodities”.

Frischtak avalia que 2015 vai ser um ano muito difícil, de ajustes. “Ou o governo faz, ou o mercado vai fazer.”

“O mercado já está fazendo (ajustes)”, diz ainda mais o consultor, citando como exemplo o dólar desvalorizado.

Para ele, as promessas não cumpridas da atual gestão também acarretam resultados negativos. O Governo se comprometeu com um superáviti de 1,9%, mas ele deve ficar próximo a 0%.

Isso aumenta a despoupança das finanças do Estado e tira a credibilidade do Governo, analisou Frischtak.

Ele também considerou as possíveis medidas que o novo governo que assumirá em 2015 deverá tomar, tanto se houver continuidade com Dilma Rousseff, quanto se a oposição vencer, com Aécio Neves.

Ouça a entrevista completa no áudio acima.