Brasil e Reino Unido evidenciam preocupação com situação na Venezuela

  • Por Agencia EFE
  • 18/02/2014 16h02
CAR154. CARACAS (VENEZUELA), 18/02/2014.- Miles de manifestantes participan en una protesta convocada por el dirigente opositor venezolano Leopoldo López hoy, martes 18 de febrero de 2014, en Caracas (Venezuela). López apareció hoy en una plaza caraqueña para dirigirse a sus seguidores y comunicarles que se va a entregar a la Policía que resguarda las inmediaciones. Leopoldo López, contra el que pesa una orden de captura por los incidentes del pasado miércoles al término de una marcha que dejaron tres muertos, señaló que se va a entregar a una "justicia injusta" y una "justicia corrupta" pero aseguró que no iba a ir a la clandestinidad ni a marcharse del país. EFE/SANTI DONAIREMilhares de manifestantes em Caracas

Brasília, 18 fev (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, e do Reino Unido, William Hague, manifestaram nesta terça-feira suas respectivas preocupações em torno da conturbada situação política na Venezuela.

Figueiredo e Hague comentaram a delicada situação gerada pelos protestos que se estendem por mais uma semana em Caracas e em outras cidades venezuelanas, embora tenham usado diferentes tons para demonstrar suas “preocupações”.

Hague, em visita oficial no Brasil, foi mais duro e declarou que o governo britânico está “muito preocupado com a violência” nessas manifestações, além de também ter mencionado “os relatórios de prisões de ativistas opositores”.

Segundo Hague, “a liberdade de imprensa e de opinião são direitos fundamentais” que o governo venezuelano deve “respeitar”.

Já o ministro brasileiro, por sua parte, disse que o governo de Dilma Rousseff “segue com muita atenção” o desenvolvimento da crise e que confia em “uma convergência” dentro do mais estrito “respeito às instituições democráticas”.

Figueiredo manifestou sua esperança em torno de um entendimento e, em nome do governo Dilma, lamentou “a perda de vidas e as propriedades destruídas” durante os protestos no país vizinho.

A onda de manifestações já causou a morte de três pessoas na Venezuela e deixou outras muitas detidas, embora a maioria já tenha sido libertada.

O governo do presidente Nicolás Maduro responsabiliza setores da oposição, supostamente por promover uma tentativa de golpe de Estado com o apoio dos Estados Unidos, e, por isso, expulsou dois funcionários da embaixada americana em Caracas.

Além disso, Maduro ordenou a captura do dirigente opositor Leopoldo López, que hoje se entregou às autoridades em Caracas, enquanto milhares de pessoas voltavam a se manifestar contra o governo de Maduro, acusado de ser ditador. EFE

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