Brasil estreita relação com África em negócio de US$ 550 milhões
A potencialidade da África esteve representada em São Paulo, entre os dias 29, 30 e 31, por meio da realização da FEAFRO – Feira Internacional Afro-Étnica de Negócios. Com o objetivo de estreitar o relacionamento entre o continente africano e o Brasil, o evento contou com o patrocínio da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
De acordo com a Apex, nos dois primeiros dias de evento, 30 compradores africanos negociaram com 130 vendedores brasileiros no setor de Alimentos e Bebidas; Máquinas e Equipamentos e Casa e Construção. Isso significa que, em média, 300 reuniões de negócios foram realizadas e que até o fim da FEAFRO US$ 70 milhões sejam gerados, somente nas rodadas da Agência.
“Isso representa tudo aquilo que eu venho reverberando há tempos: os negócios na África são reais. O continente tem capacidade econômica para consumir tudo o que temos para oferecer: tecnologia, produção agrícola, produção energética, indústria têxtil. Os negócios são uma porta de entrada para o Brasil mostrar a capacidade e a injeção de possibilidades de negócios”, afirma Silvana Saraiva, presidente da FEAFRO.
Além das rodadas de negociação da Apex, reuniões paralelas aconteceram durante toda a FEAFRO e resultaram em grandes acordos. É o exemplo do contrato de intenção entre a multinacional Dexter Technologies, com sede em Portugal e presente em São Paulo há três anos, e os governos do Zimbábue, da Nigéria e do Benin.
Ao todo, US$ 550 milhões devem ser destinados pelos três países para a construção e instalação de usinas solares. “Fomos convidados para participar da FEAFRO porque na África há muita necessidade para a construção de casas e há muita necessidade de energia. Falamos com diversos países, mas Zimbábue, Nigéria e Benin mostraram muito interesse no que temos a oferecer”, explica Jorge Oliveira, CEO da Dexter.
As energias renováveis já são uma realidade no Brasil e para o ministro do Interior e da Segurança Pública do Benin, Codjo Dossou Simplice, estar em São Paulo mostrou o quanto o continente africano tem para aprender com os brasileiros. “Eu fiquei muito satisfeita com a feira pelas oportunidades aqui apresentadas, mas vou ficar mais feliz ainda quando o povo do Benin tiver essa tecnologia lá”, declara Simplice.
Em valores fracionados, o Benin deve investir US$ 250 milhões na construção das usinas solares. Já o Zimbábue deve desembolsar US$ 200 milhões e a Nigéria US$ 100 milhões. As primeiras reuniões para estudo a campo devem começar já na primeira semana de novembro. Também será oferecida pela Dexter a mão de obra até que trabalhadores locais desenvolvam expertise no ramo. Estima-se que no final de 2016 e início de 2017 as obras sejam realizadas.
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