86% são contra exploração mineral nas terras indígenas, diz Datafolha

  • Por Jovem Pan
  • 02/08/2019 11h12
TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO7% dos entrevistados concordam totalmente com a exploração

A maioria dos brasileiros é contra a exploração mineral em terras indígenas. De acordo com uma pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2) e contratada pelo ISA (Instituto Socioambiental), uma Organização Não Governamental (ONG), 86% da população rejeita esse tipo de atividade, que é uma das pautas principais do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Ao responder a questão “O governo deve permitir a entrada de empresas de mineração para explorar as terras indígenas?”, além dos 86% que responderam não, 7% disseram que concordam parcialmente com a medida. Outros 7% afirmaram concordar em partes.

Entre as regiões Sul, Sudeste do país, a rejeição à exploração é ainda maior: de 88%, número que cai para 85% no Nordeste e 80 nas regiões Norte e Centro-Oeste. 88%, também, é o número de mulheres que discorda da medida, enquanto os homens são 83%, ainda de acordo com o Datafolha.

Desde que foi eleito, Bolsonaro já defendeu diversas vezes a atividade, não só para a entrada de empresas, como questiona a pesquisa, mas também para os próprios índios. Para ele, os indígenas precisam ter direito de “explorar as próprias terras” e não podem “continuar sendo pobres em cima de terras ricas.”

“Em Roraima, tem trilhões de reais embaixo da terra. E o índio tem o direito de explorar isso de forma racional, obviamente. O índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica”, disse, em uma transmissão ao vivo no Facebook em maio. “É intenção minha regulamentar o garimpo, legalizar o garimpo, é intenção minha, inclusive para índio. Tem que ter o direito de explorar o garimpo na tua propriedade”, voltou a afirmar recentemente o presidente.

A pesquisa

O Datafolha entrevistou 2.088 pessoas entre 4 a 6 e junho em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

*Com informações da Agência Brasil