A chegada de corruptos ao poder gera mais corrupção, diz Dallagnol

  • Por Estadão Conteúdo
  • 24/10/2017 10h09
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilPara o procurador, a corrupção descoberta na Petrobras é apenas a "ponta de gigantesco iceberg"

O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou nesta terça-feira, 24, durante o Fórum Estadão Operação Mãos Limpas & Lava Jato, que “é preciso ir além da Lava Jato”. Deltan é coordenador da força-tarefa da operação. “Nós somos limitados”, alertou.

Deltan apontou para um “círculo vicioso”. “A corrupção acaba alavancando a permanência dos corruptos no poder”, disse. “A chegada de corruptos ao poder gera mais corrupção.”

Para o procurador, a corrupção descoberta na Petrobras é apenas a “ponta de gigantesco iceberg”.

Também participam do encontro o juiz federal Sérgio Moro, figura maior da Operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa que descobriu o escândalo de corrupção na Petrobrás, e o magistrado Gherardo Colombo, também das Mãos Limpas.

O evento é uma associação entre o jornal O Estado de S. Paulo e o Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP). O painel, reservado para convidados, será mediado pela jornalista Eliane Cantanhêde, colunista do Estado, e pela economista Maria Cristina Pinotti, do CDPP. Terá ainda a participação do diretor de Jornalismo do Estado, João Caminoto, e do economista Affonso Celso Pastore, do CDPP.