Aécio Neves fala em reverter quadro atual da economia e não descarta “medidas necessárias”

  • Por Jovem Pan
  • 16/07/2014 12h45

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, defendeu nesta quarta-feira (16) uma política-fiscal mais transparente e austera para colocar a economia brasileira no caminho do crescimento outra vez. Contudo, o tucano negou que já tenha defendido a necessidade de tomar “medidas impopulares” e utilizou o termo “medidas necessárias”.

“Eu vou tomar as medidas necessárias a recolocar o Brasil no rumo do crescimento, crescimento sustentável, controle da inflação. As medidas impopulares estão sendo feitas por esse governo”, afirmou ao ser confrontado durante a sabatina da JOVEM PAN em parceria com a Folha de S. Paulo, o SBT e o portal Uol.

Questionado sobre um dos problemas que mais travam o desenvolvimento econômico no país, Aécio falou que vai estabelecer um novo caminho e mais mais especificamente contou que definirá “novas regras para aqueles que entrem no setor público”.

O candidato do PSDB analisou mais amplamente o cenário atual e se mostrou disposto a recuperar a credibilidade da economia brasileira. Para ele, o país já não é mais bem visto e, então, não passa confiança, principalmente, para investidores em potencial.

“Nós vamos encontrar o caminho do crescimento da nossa economia a partir do resgate da credibilidade, Brasil vive uma crise de credibilidade com os investidores”, explicou sobre como pretende elevar a importância econômica da nação.

O peessedebista aproveitou a oportunidade para enaltecer os feitos da gestão de Fernando Henrique Cardoso na Presidência. De acordo com ele, as mais importantes mudanças ocorreram durante os dois mandatos de FHC, compreendidos entre 1994 e 2002. “As grandes reformas que aconteceram nesse país foram no governo Fernando Henrique”, declarou.

Aécio também mostrou-se favorável à manutenção de programas sociais como Bolsa Família. Porém, para ele é preciso fazer ajustes para adequar ainda mais o projeto ao momento atual. “O Bolsa Família, no nosso governo, vai continuar, o que quero é tirar da agenda eleitoral. O que eu quero é transformá-lo em programa de Estado”, falou.

O tucano também falou do polêmico programa Mais Médicos, que trouxe profissionais estrangeiros para o exercício da medicina em zona remotas do centros urbanos e do interior do país. “Política, administração pública é copiar as coisas que deram certo e aprimorar o que deu certo. (…) Mais Médicos é importante, sim, mas agora tratá-lo como uma panaceia como uma solução para todos os problemas de saúde nao é justo para com os brasileiros”, explicou.

O candidato revelou ainda que pretende tornar a Petrobras totalmente estatal outra vez. O objetivo, segundo ele, é recuperar o prestígio da empresa, que já esteve entre as maiores do mundo em valor de mercado. O plano é estimular ainda parcerias da petroleira com empresas médias para a exploração de gás, “uma vertente importante energética”, segundo Aécio.