Aécio vê cassação via TSE como o melhor para “iniciar ciclo novo para o Brasil”

  • Por Jovem Pan
  • 13/03/2016 17h12
MG - PROTESTO/DILMA/BELO HORIZONTE - GERAL - Aécio Neves com manifestantes contrários ao governo Dilma Rousseff durante ato pelo impeachment da presidente, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, neste domingo, 13. Os protestos estão programados para ocorrer em ao menos 415 cidades brasileiras e outras 23 no exterior, de acordo com os movimentos organizadores. Pela primeira vez os partidos políticos de oposição no Congresso Nacional se associaram institucionalmente ao evento. 13/03/2016 - Foto: DANIEL DE CERQUEIRA/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDOAécio Neves em manifestação em Minas Gerais; horas depois

Os dois principais políticos do PSDB, o senador Aécio Neves, de Minas Gerais, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deixaram as disputas partidárias de lado e foram juntos à manifestação pró-impeachment na Av. Paulista. Com discurso afinado, ambos falaram em protagonismo do povo brasileiro, enquanto Aécio foi mais incisivo ao falar da necessidade da saída de Dilma Rousseff da presidência.

“Eu acho que está havendo um consenso. O consenso de que, com a presidente Dilma, o Brasil retoma os investimentos, não gera empregos e não encontra um futuro melhor. Nós temos três caminhos que se colocam hoje: o impeachment da presidente da República, a cassação da chapa via TSE e a renúncia da própria presidente”, disse o senador mineiro, que opta pela cassação. “Sempre achei que a solução via TSE possibilitaria o início de um ciclo novo para o Brasil”.

Geraldo Alckmin elogiou a manifestação na Capital. “São Paulo está dando uma grande demonstração de civismo, com uma festa democrática pacífica, sem briga, com uma grande participação popular. É o momento de todos nós ajudarmos o Brasil para o mais rápido possível virar essa página, retomar o crescimento, o emprego, a normalidade, para o crescimento”, afirmou o governador.

Aécio Neves, que foi exaltado e vaiado por manifestantes, comentou as citações que tem sido feitas a seu nome nas delações na Lava Jato. “É normal. Todas as situações têm de ser investigadas, e todas elas estão se desmontando, porque são falsas. Nós estamos aqui como cidadãos, respeitando a pluralidade numa sociedade tão múltipla como a nossa e na busca daquilo que nos une: o fim desse governo”, pregou o candidato derrota à presidência em 2014.