AGU não deve recorrer da decisão que suspendeu extinção do DPVAT

Por 6 a 3, o Supremo impôs nesta quinta-feira (19) derrota ao Palácio do Planalto e suspendeu a MP assinada por Bolsonaro que colocava fim ao seguro

  • Por Jovem Pan
  • 20/12/2019 16h28
DivulgaçãoAdvocacia Geral da União (AGU)

O advogado-geral da União, André Mendonça, informou, nesta sexta-feira (20), que não pretende recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a medida provisória que extinguiu o seguro DPVAT.

“Nós estamos esperando ser intimados e termos conhecimento exato da decisão e, a partir disso, avaliar. Mas, a princípio, não haveria um recurso nesse sentido, até porque a decisão foi adotada por todo o pleno do Supremo”, disse o ministro da AGU, André Mendonça.

De acordo com Mendonça, pode ser que a AGU peça esclarecimento, o que não configura recurso. Quanto a decisão da Justiça Federal em Brasília, que determinou a volta dos radares de velocidade nas rodovias federais de todo o país, Mendonça disse que vai avaliar junto com os ministérios da Justiça e da Infraestrutura a melhor medida a ser tomada.

“A AGU interpôs um agravo de instrumento ao TRF, pedindo um efeito suspensivo da decisão. Esse efeito não foi acolhido. E, agora, nós estamos em interlocução com o Ministério da Justiça e o Ministério da Infraestrutura, para avaliarmos, tecnicamente e juridicamente, qual a melhor medida a ser adotada”.

Ao fazer um balanço do trabalho da autarquia este ano, o ministro disse que foram firmados cinco acordos de leniência no qual as empresas se comprometeram a pagar R$ 7,5 bilhões aos cofres públicos, sendo que R$ 1,6 bilhão já foi devolvido. Desde que esses acordos existem, ao todo foram assinados 11 acordos de leniência, com retorno superando os R$ 3 bilhões.

O ministro informou que a AGU atua em seis processos que tramitam no STF contra as mudanças nas regras da reforma da Previdência. São ações movidas por associações de servidores.

*Com informações da Agência Brasil