Alckmin tem as contas da campanha rejeitadas por não declarar R$9 mi

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2014 09h54
OSASCO, SP, 16.10.2014: DEBATE-PRESIDENTE - Geraldo Alckmin chega para o debate - Os candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam do segundo debate do segundo turno da eleição presidencial, nesta quinta-feira (16). O debate é organizado pelo portal UOL, empresa do Grupo Folha, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, nos estúdios do SBT, em Osasco, na Grande São Paulo. (Foto: Thiago Bernardes/Frame/Folhapress)Governador Geraldo Alckmin chega ao segundo debate presidencial

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo desaprovou na noite desta quarta-feira (10) as contas do governador reeleito Geraldo Alckmin.

O tucano não informou doações recebidas para as eleições deste ano nas duas prestações de contas parciais. Na primeira, foram R$ 900 mil não declarados e na segunda, mais de R$ 8 milhões.

A defesa alega que os valores foram recebidos no dia anterior à entrega das parciais.

A maioria dos juízes considerou que a omissão constitui infração grave, o que levou à desaprovação das contas.

A decisão, porém, não impede a diplomação do governador.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, advogado especialista em legislação eleitoral, Arthur Rollo, explicou que “o processo é encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para ele apurar se houve falhas graves”.

A única coisa que geraria a falta de quitação eleitoral é a não apresentação de contas.

Rollo avaliou ainda que o Tribunal Regional de São Paulo “está com um rigor extremo na aprovação das contas”.

Segundo o especialista, que acompanhou a sessão no TRE-SP, o tribunal paulista aceita uma margem de erro de no máximo 1%, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprova as contas com margem de 5%.

Na noite desta quinta, as contas da presidente Dilma Rousseff foram aprovadas com ressalva pelo TSE. A diplomação da presidente reeleita está marcada para o próximo dia 18.

Tiveram as contas desaprovadas também os deputados estaduais eleitos Cassio Navarro (PMDB), David Zaia (PPS), José Tripoli (PV), Luiz Teixeira (SD) e Orlando Bolçone (PSB); além do deputado federal Flavio da Silva (PSB).