Prefeito de BH diz que temporais foram como ‘furacão ou terremoto’

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2020 16h30
FLÁVIO TAVARES/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDOVila Bernardete, em Belo Horizonte, teve dois mortos em deslizamentos

O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) falou à imprensa, neste sábado (25), durante visita à Vila Bernardete, um dos municípios da capital mineira que sofreu com as chuvas nos últimos três dias. De acordo com ele, os temporais foram como “um furacão, tufão, terremoto” para a cidade.

“Vamos ter a consciência do seguinte: nem se colocasse toda a Defesa Civil em Belo Horizonte ia dar jeito. Então não pode falar que [a prefeitura] não atendeu, não podemos entrar na casa de ninguém. Se a pessoa viu que trincou, desbarrancou, tem que sair de casa. A pessoa que tem que cuidar da sua casa agora, o que a Defesa Civil vai fazer? As pessoas têm que ter consciência”, afirmou Kalil.

Em sua fala, o prefeito reforçou que foi a “maior chuva em 50 anos” e que se tratou de “um desastre natural”. “O que aconteceu nessa cidade foi um desastre natural que veio do céu, não por incompetência de ninguém. Quando você não cerca uma rua, deixa gente afogando dentro do carro, é incompetência do poder público. Mas quando você tem a maior chuva da história de uma cidade de 3 milhões de habitantes é desastre natural.”

Kalil fez apelo à população que “cuidem de suas casas” e disse que a prefeitura disponibilizou abrigos: “Sou o cuidador da cidade, mas isso é um desastre ambiental. Ninguém ia segurar aquilo ali. Estou pedindo para que cada um cuide de sua casa, porque vai voltar a acontecer.”

Chuvas em Minas Gerais

O número de mortes em razão das chuvas em Minas Gerais subiu para ao menos 14. A informação foi atualizada pela Defesa Civil do estado neste sábado (25). Além dos óbitos, há 16 pessoas desparecidas, o que pode elevar as perdas.

Os temporais castigaram, até o momento, 36 municípios do estado, atingindo 3.375 pessoas. Conforme o último balanço das autoridades estaduais, sete pessoas ficaram feridas, 2.554 estão desalojadas e 751 desabrigados.