Amigos e familiares de brasileiro morto na China fazem vaquinha para custear retorno do corpo

Leonardo Cláudio da Rosa, estudante de Letras da UFRGS, foi encontrado morto na China, onde realizava um intercâmbio em uma universidade do país

  • Por Jovem Pan
  • 24/07/2019 15h13
Reprodução/InstagramO caso ainda está sob investigação, mas há a suspeita de que ele tenha sido assassinado

A família e os amigos do estudante brasileiro Leonardo Cláudio da Rosa, encontrado morto na cidade de Chongqing, na China, organizaram uma vaquinha online para custear o translado do corpo para o Brasil e ajudar com os custos da cerimônia de cremação, taxas de manutenção do corpo no necrotério, taxas da funerária e permanência e locomoção das pessoas que estão cuidando do caso na Ásia.

O jovem cursava Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e realizava um intercâmbio em uma universidade do país. A causa da morte ainda não foi confirmada, mas há a suspeita de que ele tenha sido assassinado. “As informações iniciais, provenientes de colegas de intercâmbio de Leonardo na China, indicam que foi vítima de crime, embora a direção não possa confirmar”, disse a direção do Instituto de Letras da UFRGS.

O caso ainda está sob investigação, com o acompanhamento próximo da família e da Embaixada do Brasil em Pequim.

Valor excedente será doado para instituições beneficentes

No texto, os amigos e familiares explicam que não têm condições financeiras de arcar com as despesas e que desejam “realizar um ritual de memória e de despedida no Brasil”. “Infelizmente, as instituições envolvidas não têm como auxiliar financeiramente neste processo, de modo que só podemos contar com a solidariedade das pessoas que o amavam, que o admiravam, que tiveram a oportunidade de conhecê-lo em vida ou que se sensibilizaram por sua trágica partida.”

De acordo com o Itamaraty, a lei não obriga as autoridades brasileiras a custear o translado de corpos de brasileiros mortos no exterior.

O custo estimado é de 40 mil reais e o valor arrecadado que exceder os custos será destinado a entidades beneficentes com as quais Léo, conhecido pelo apelido de Léo do Beleléu, tinha afinidade, como instituições que atuam pela defesa e inclusão de pessoas LGBTs e na área de educação.

“Queremos dar um destino adequado ao corpo do nosso amigo, que foi uma inspiração para tanta gente. Em vida, Léo cultivou uma existência de amor, generosidade, criatividade, alegria, paz e liberdade, e queremos homenageá-lo com nossa mobilização coletiva. Na China, ele estava trilhando um caminho promissor, recebendo diversas premiações como melhor estudante de mandarim, participando de diversos projetos, tentando divulgar e aproximar as culturas chinesa e brasileira e cultivando diversos sonhos e ambições que infelizmente foram tragicamente interrompidos pela sua partida”, diz o texto.

“Neste momento, nos cabe buscar a união e o afeto para lidar com a situação e incorporarmos em nossas vidas os melhores princípios que ele nos inspirava, de busca por uma vida plena e boa para todo mundo. O Léo morreu muito vivo, e sua memória nos pede que a gente viva por ele, da melhor forma que pudermos”, finaliza.