Apoio a Lula tem apenas três ônibus para apoiar petista em depoimento a Moro

  • Por Jovem Pan
  • 25/04/2017 17h15
BRA105. BRASILIA (BRASIL), 13/03/2017.- El expresidente de Brasil Inácio Lula da Silva participa en la apertura del seminario del congreso de la Confederación Nacional de Trabajadores de la Agricultura (Contag) hoy, lunes 13 de marzo de 2017, en Brasilia (Brasil). Lula ignoró hoy la declaración que deberá hacer este martes ante un juez como reo y asistió a un congreso campesino con duras críticas al Gobierno de Michel Temer y casi en plan de "candidato". EFE/Joédson AlvesLula - EFE

O provável adiamento do depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro pode dar mais fôlego aos movimentos de apoio ao petista, que encontram dificuldade para reunir apoiadores dispostos a viajar até o Paraná. O movimento “Ocupa Curitiba”, organizado pela Frente Brasil Popular, pretende reunir 50 mil pessoas no portão do prédio da Justiça Federal, na capital do Estado.

O encontro estava previsto para o dia 3. Mas a Polícia Federal pediu a mudança da data. Alega precisar de mais tempo para organizar a segurança no local. O feriado de 1o de Maio atrapalharia ainda mais a operação. No entanto, o diretório municipal do partido em São Bernardo, berço do PT no ABC, só reuniu militantes suficientes para encher 3 ônibus até agora.

Mesmo não sendo necessário ser filiado para ganhar a passagem, segundo uma funcionária. “A gente tem 25 ônibus pra lotar, na verdade. A meta, entendeu? Só que a gente está tentando, né. Estamos fazendo a mobilização, fazendo espalhar a notícia. (…) Pode levar até…100 pessoas. Quanto mais você conseguir chamar, melhor. (…) Nós estamos com três ônibus só. Mas assim, o sindicato ainda não mandou o nome do pessoal deles. A gente tem o sindicato, as empresas, a gente só tá pegando o nome de quem tá vindo e ligando. Os vereadores e deputados também ainda passaram a lista pra gente”, contou.

No diretório municipal de São Paulo, a programação da “excursão” até Curitiba é bem parecida com a proposta em SBC.

A ressalva sobre a mudança da data do “confronto” é feita já no início da conversa e o convite reforçado, já que a viagem é paga pelo partido. “De qualquer maneira, nós vamos continuar mobilizando o pessoal pra ir. Que seja dia 3, que seja dia 10. A única coisa que a gente vai poder disponibilizar são os ônibus. Não vai ter estadia lá porque vai, faz o ato e volta. E alimentação fica por conta da pessoa que vai.”

No entanto, mensagens de whatsapp enviadas por movimentos e centrais sindicais que circulam desde a semana passada, dão um outro tom ao dia do depoimento de Lula ao juiz Moro, chamado também de “combate do século” e “a hora da verdade”.

“Vou estar em Curitiba dia 3 para defendê-lo (Lula) com unhas e dentes. Espero que ali exploda a guerra civil. Essa é a minha esperança dia 3. Que esteja lá 500 mil, um milhão de pessoas e que o Moro cometa a insanidade de tentar prender o Lula para que a gente comece a guerra civil em Curitiba. Eu tô me preparando pra morrer na guerra.”

O ex-presidente estará em Curitiba como réu do caso do tríplex no Guarujá. Uma das suspeitas é que ele tenha se beneficiado de desvios da Petrobras para comprar e reformar o imóvel.

Ele nega e, em evento do PT nesta 2a feira em São Paulo, classificou a ocasião como sua “primeira grande oportunidade” de se defender e que a hora que o juiz marcar sua ida a Curitiba, estará lá para “falar a verdade”.

Há receio de que Moro ordene a prisão de Lula no dia, o que geraria uma grande tensão. Alas avessas ao petista também sairão de vários pontos do país, em ônibus fretados rumo à cidade. O Nas Ruas, liderado por Carla Zambelli, levará a versão “pixuleco”, aquele boneco inflável do ex-presidente com roupa de presidiário em comboios saindo de São Paulo e Brasília.

E se a Frente Brasil Popular fala em 50 mil, o Partido da Causa Operária, promete um ato com até “100 mil guarda-costas” para “ninguém nem chegar perto” de Lula.

*As informações são da repórter Carolina Ercolin