Assessor de Temer citado em delação da Odebrecht entrega carta de demissão

  • Por Jovem Pan
  • 14/12/2016 13h28
Brasil, São Paulo, SP. 12/07/2002. Michel Temer e José Yunes durante festa de aniversário de Lucilia Diniz. - Crédito:MARINA MALHEIROS/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:199481Temer e José Yunes em 2002; amizade existe há mais de 50 anos

O assessor especial de Michel Temer, José Yunes, entregou nessa quarta-feira (14) uma carta de demissão ao presidente. Pelo teor do comunicado, a ação de Yunes é uma forma de proteger o governo, já que ele foi citado na delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, por receber parte dos R$ 10 milhões supostamente destinados a Temer pela construtora, em 2014.

“Nos últimos dias, Senhor Presidente, vi meu nome jogado no lamaçal de uma abjeta delação, feita por uma pessoa que não conheço com quem nunca travei o mínimo relacionamento e cuja existência passei a tomar conhecimento, nos meios de comunicação, baseada em sua fantasiosa alegação, pela qual teria eu recebido parcela de recursos financeiros em espécie de uma doação destinada ao PMDB”, diz um trecho da carta.

De acordo com depoimento de Cláudio Mello em sua delação, Yunes teria recebido em seu escritório parte destes R$ 10 milhões. Ainda segundo o delator, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha recebeu outra parte desta quantia e também teria orientado a distribuição de ao menos R$ 4 milhões deste valor para Yunes.

José Yunes é advogado e amigo pessoal de Temer há mais de 50 anos.