Ativistas picham muro e jogam esterco na prefeitura de cidade da Itália que concederá título honorário a Bolsonaro

Presidente receberá a honraria da prefeita ultradireitista de Anguillara Vêneta, Alessandra Buoso, pelo fato de seu bisavô, Vittorio Bolzonaro, ter nascido na região

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2021 17h12
Reprodução/Facebook/Rise Up 4 Climate Justice Muro da Prefeitura de Anguillara Veneta, na Itália, pichado com 'Fora Bolsonaro' O presidente Jair Bolsonaro desembarcou na Itália nesta sexta-feira, 29

Ativistas do grupo Rise Up 4 Climate Justice picharam muro e jogaram esterco na entrada da prefeitura de Anguillara Vêneta, comuna da região do Vêneto, na província de Pádua, na Itália, onde o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) receberá o título de cidadão honorário. O chefe do Executivo receberá a honraria da prefeita ultradireitista da cidade, Alessandra Buoso, pelo fato de seu bisavô, Vittorio Bolzonaro, ter nascido na região. Na quarta-feira, 27, a Diocese de Pádua publicou uma nota afirmando que a concessão da honorária provoca um “forte constrangimento”. “Não é segredo que a concessão da cidadania honorária tem criado um forte constrangimento para nós, divididos entre o respeito pela quero país brasileiro e entre as muitas e fortes vozes de sofrimento que cada vez mais nos atingem”, diz a Diocese em “Nota da Igreja de Pádua: laços com o Brasil, apelo a Bolsonaro”. Bolsonaro desembarcou na Itália nesta sexta-feira, 29, para a reunião do G20 – o retorno do presidente está previsto para a quarta-feira, 3.

Esterco jogado na porta da Prefeitura de Anguillara Veneta, na Itália

Além do bispado, o grupo italiano Rise Up 4 Climate Justice também protestou contra a homenagem. “Depois de saber da notícia de que a prefeita de Anguillara Veneta concederá a cidadania honorária ao presidente do Brasil, como ativistas da ‘rise up 4 Climate Justice’ não podíamos fazer ouvir”, escreveram os ativistas. “A figura de Bolsonaro representa perfeitamente o modelo capitalista, predatório, destrutivo e colonialista contra quem lutamos”, continuou o grupo, que acusou Bolsonaro de ser negacionista da crise climática, da pandemia da Covid-19 e de destruir 8.500 quilómetros quadrados de Floresta Amazônica. “Diante disso, Bolsonaro encarna o principal inimigo do clima, da vida e dos territórios. Fora Bolsonaro! Vamos nos opor aos destruidores do nosso planeta aqui e em qualquer lugar”, finalizou a Rise Up 4 Climate Justice.