Aulas são suspensas por três dias em Porto Alegre

Mais de 70% da cidade está sem água; prefeito Sebastião Melo reconheceu os esforços dos voluntários

  • Por Jovem Pan
  • 06/05/2024 16h06 - Atualizado em 06/05/2024 16h07
EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Trabalho de resgate das pessoas ilhadas pela enchente causada pelo Rio Guaiba, em Porto Alegre (RS), na tarde do domingo, 05 de maio de 2024. Bairros como Humaitá, São Geraldo e Farrapos seguem debaixo d'água. Os temporais já deixaram 75 mortos. Além dos mortos, há 101 desaparecidos e 155 pessoas feridas. As chuvas fortes que caem no Rio Grande do Sul devem persistir por mais dias e há previsão de mais chuva ao longo do mês. Voluntários estão se mobilizando para doar roupas, comida, produtos de higiene e ajudar no resgate de vítimas

Porto Alegre,  capital do Rio Grande do Sul, está passando por um dos momentos mais críticos devido às inundações no estado. As enchentes, impulsionadas por chuvas torrenciais, elevaram o Rio Guaíba a níveis alarmantes, ultrapassando a marca dos 5 metros. Como resultado das chuvas, ruas e veículos completamente submersos, transformando áreas urbanas em verdadeiros rios. Diante deste cenário, as autoridades locais e os moradores estão unindo forças em uma tentativa desesperada de mitigar os efeitos dessa catástrofe natural.

O esforço de resgate é liderado por equipes dos Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul, que estão trabalhando para salvar os moradores afetados. O primeiro sargento, Daniel Batista da Rocha, destacou a gravidade da situação, mencionando o resgate de pessoas que buscaram refúgio nos telhados de suas casas. Atualmente, o foco está na evacuação de indivíduos que se encontram em pisos superiores, uma tarefa desafiadora dada a magnitude da inundação. “As pessoas que estão no telhado, que estavam no telhado, né? Já retirou todas. Agora estamos tirando pessoas do segundo piso e do terceiro piso”, explicou ele.

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Voluntários, como Luís Eduardo da Silva, estão mobilizando recursos para apoiar aqueles em situação de vulnerabilidade, distribuindo alimentos, água e outros suprimentos essenciais. “A gente ta levando colete, levando mantimento, água, suporte, combustível”, disse ele. Esta onda de apoio comunitário é complementada por medidas emergenciais anunciadas pelo prefeito Sebastião Melo, que incluem a suspensão temporária das aulas pelo período de três dias da rede municipal e a recomendação para que instituições privadas sigam o mesmo caminho.

A crise das inundações também trouxe à tona desafios significativos no abastecimento de água, com a maioria da população da cidade enfrentando cortes. O prefeito Melo enfatizou os esforços para restabelecer esse serviço essencial, apesar das dificuldades impostas pela inundação das estações de tratamento. “Das seis estações de tratamento de água, estamos com apenas duas funcionando, o Belém Novo e o Menino Deus. Temos 70% da cidade sem água”, disse o prefeito.

A instalação de um gerador na estação São João é uma das medidas sendo exploradas para aliviar a situação, mas estão tomando todo o cuidado, visto que o local está inundado e não é qualquer caminhão que passa na rua. A importância dos voluntários nesse momento crítico não pode ser subestimada, com o prefeito reconhecendo o papel crucial que desempenham na superação desta fase difícil.

*Com informações da repórter Malu Baccarin

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