Autoridades espanholas avaliam cocaína apreendida com militar em R$ 5,6 milhões

  • Por Jovem Pan
  • 28/06/2019 18h10
Renato Padilha/Estadão ConteúdoGuarda Civil investiga qual era o destino dos entorpecentes

Os 39kg de cocaína encontrados com o sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Manoel Silva Rodrigues foram avaliados em cerca de R$ 5,6 milhões pelas autoridades da Guarda Civil da Espanha, segundo o jornal espanhol El País.

Conforme a publicação, a Guarda Civil, que ainda não detectou a pureza da droga, investiga qual era o destino dos entorpecentes e por qual razão o militar estava carregando os 37 pacotes dentro de uma mala de mão.

As autoridades não descartam que a cocaína ficaria na Espanha e avaliam que Silva poderia ser uma “simples mula de uma organização de traficantes”. Após ser detido, o sargento teve a prisão provisória decretada por um tribunal de Sevilha, sem possibilidade de fiança, acusado de crime contra a saúde pública – que é como o Código Penal do país descreve esse tipo de delito.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (27), o porta-voz do Comando da Aeronáutica, Major Aviador Daniel Rodrigues Oliveira, informou que a investigação do militar está sendo feita pelo Inquérito Penal Militar (IPM), que irá apurar se a tripulação passou por algum tipo de inspeção antes de entrar na aeronave.

De acordo com ele, os voos da FAB, em geral, passam por procedimentos de segurança, como raio-x, mas “isso depende da infraestrutura de cada aeroporto”. Oliveira não quis comentar, no entanto, se neste voo em específico o sargento foi inspecionado e respondeu somente que essas informações “correm em sigilo”.

A detenção do militar que fazia parte da comitiva de apoio à viagem do presidente Jair Bolsonaro teve grande repercussão na imprensa internacional às vésperas de sua estreia no G-20, encontro que reúne as vinte maiores economias do mundo e que este ano acontece em Osaka, no Japão.

Nesta quinta-feira (27), Bolsonaro disse que, “se tivesse acontecido no seu avião, seria uma falha”, já que todos precisam passar por revista. “Lamento porque parece que ele está há um tempo envolvido nisso, porque ninguém numa primeira viagem coloca 30kg de entorpecente”, declarou. “A polícia vai chegar naqueles que realmente interessam pra gente. Se fosse na Indonésia, teria pena de morte”, completou.

* Com informações do Estadão Conteúdo