Baleia Rossi: Criação de cargos não onera cofres públicos

  • Por Jovem Pan
  • 03/06/2016 16h29
Baleia Rossi (PMDB-SP) - DIV

Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, o deputado Baleia Rossi (PMDB-SP) ressaltou o compromisso do presidente interino Michel Temer com o “enxugamento da máquina pública”. Segundo o líder do partido na Câmara, a ação é corroborada com a redução de ministérios e com a extinção de quatro mil cargos de confiança de livre nomeação.

Para Rossi, a criação de novos 14 mil cargos seria “muito negativa” para todos neste momento. Mas ele ressaltou que os cargos criados foram extintos no mesmo projeto. O peemedebista disse ainda que, no caso da criação de novos cargos, “não existe repercussão financeira nenhuma que poderia onerar os cofres públicos”.

Ele afirmou, no entanto, que o que ocorreu foi um “erro de comunicação”.

Mais cedo nesta sexta-feira (03), o líder do PMDB na Câmara afirmou que o Senado iria revisar a pauta-bomba que criou mais de 14 mil cargos federais.

A criação dos cargos foi incluída em proposta de lei que reajusta salários de servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), segundo o jornal Folha de S.Paulo.

Reajuste do funcionalismo público

O líder do PMDB defendeu a aprovação do reajuste do funcionalismo, aprovado na madrugada da última quinta-feira (2) na Câmara dos Deputados.

“Acredito que Michel Temer acerta ao valorizar essas carreiras que são extremamente importantes para o nosso País”, disse.

Nota do Ministério do Planejamento

Nesta sexta-feira (03), o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão publicou uma nota esclarecendo a criação dos cargos federais.

Segundo a pasta, “não houve criação de novos cargos na administração federal, que gerasse aumento de despesas. O que houve foi a compensação com a extinção de outros cargos equivalentes”.

Os cargos remanejados, ainda de acordo com a nota, “serão mantidos vagos uma vez que a legislação orçamentária impede a realização de concursos este ano e que esta medida deve ser mantida em 2017”.

O Ministério do Planejamento reiterou que não ocorrerão aumento de despesas com a criação dos mais de 14 mil cargos.