Beto Albuquerque será vice na chapa de Marina Silva à Presidência

  • Por Jovem Pan
  • 19/08/2014 20h07

Da esquerda para a direita Carlos Eduardo de Quadros/Fotoarena/Folhapress Eduardo Campos

Após vários dias de imbróglio, indefinição e especulações, finalmente foi escolhido o companheiro de Marina Silva na nova chapa de disputa à presidência do PSB, informa o repórter Jovem Pan, José Maria Trindade. Beto Albuquerque, que até então era candidato do partido ao Senado pelo Rio Grande do Sul, será o vice na coalizão.

Marina Silva e Beto Albuquerque serão anunciados nesta quarta-feira, 20 de agosto, em reunião agendada do PSB.

Histórico

Aos 51 anos, Albuquerque cumpriu dois mandatos consecutivos como deputado estadual, de 1991 a 1999, e, em seguida, quatro mandatos de deputado federal – 1999 até 2015 seria, se ele não saísse para concorrer ao Senado.

Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo, cidade gaúcha onde nasceu, Beto se envolveu com o Diretório Acadêmico durante o curso de História e, depois, chegou a dirigir a Associação Passo-fundense de Defesa do Consumidor.

Em 1988, tentou se eleger na Câmara Municipal de Passo Fundo, mas não conseguiu por causa da legenda fraca, embora tenha sido um dos mais votados. Em 1990, tentou vaga como deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, quando conseguiu fazer carreira, alcançando, nove anos depois, cadeira na Câmara dos Deputados Federais.

Foi aliado do ex-presidente Lula, assumindo a posição de vice-líder do Governo na Câmara de 2003 até o final do mandato do petista.

Chegou a integrar o Parlamento do Mercosul e foi presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro. Tem forte atuação na área do transporte, tendo aprovado lei que aprimora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em 2007, foi escolhido como o segundo melhor deputado do País pelo site Congresso em Foco.

Foi eleito no ano passado líder do PSB na Câmara e presidente do PSB em seu estado.

Após a morte fatídica de Eduardo Campos na última quarta-feira (13), seu nome, assim como o da viúva de Eduardo, Renata Campos, era cogitado à posição ao lado de Marina. Renata recusou a proposta do partido para estar junto da família.