Bolsonaro, após prisões no caso Marielle: ‘Também estou interessado em saber quem mandou me matar’

  • Por Jovem Pan
  • 12/03/2019 15h27
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOBolsonaro falou com a imprensa após encontro com presidente do Paraguai

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (12) que “é possível” que o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) tenha mandantes e espera que espera que as investigações tenham chegado aos reais executores do crime. Mais cedo, foram presos dois suspeitos de envolvimento com o homicídio ocorrido há quase um ano.

Ele destacou que não conhecia a vereadora do Rio de Janeiro e completou: “Eu também estou interessado em saber quem mandou me matar”. No ano passado, o presidente foi vítima de atentado durante a campanha eleitoral, de autoria de Adélio Bispo, já preso.

“É possível que tenha um mandante. Eu conheci a Marielle depois que ela foi assassinada. Eu não conhecia ela, apesar de ser vereadora com meu filho no Rio de Janeiro. E eu também estou interessado em saber quem mandou me matar”, declarou.

Prisões

Nesta terça, a Delegacia de Homicídios do Rio e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público prenderam o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio Vieira de Queiro, por envolvimento no assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março passado.

Desde a divulgação das prisões, passou a circular na internet uma foto de Bolsonaro ao lado de Queiroz, um dos suspeitos. Questionado sobre o assunto, Bolsonaro respondeu que tem fotos com “milhares de policiais civis e militares, do Brasil todo”.

Bolsonaro disse que não ficou surpreso com as descobertas desta terça porque “não existe crime impossível” de ser solucionado. “Acredito que não existe crime impossível de ser solucionado, coisa rara. Agora que poderia chegar a um bom termo, acredito que sim.”

O presidente brasileiro falou com jornalistas após encontro e pronunciamento ao lado do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, que está no Brasil para primeira visita oficial. Na reunião, eles trataram da revisão de asilo a condenados.

*Com informações do Estadão Conteúdo