Bolsonaro: ‘Brasil tem tudo para dar certo, mas o grande problema é a classe política’

  • Por Jovem Pan
  • 20/05/2019 16h58 - Atualizado em 20/05/2019 17h13
Fernando Frazão/Agência BrasilBolsonaro discursou em evento na Federação das Indústrias do RJ (Firjan) ao lado do governador Wilson Witzel

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta segunda-feira (20), que “o Brasil tem solução”, mas que “o grande problema está na classe política”. A fala aconteceu em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) durante discurso ao lado do governador, Wilson Witzel, e do prefeito, Marcelo Crivella.

“É um país maravilhoso, que tem tudo para dar certo, mas o grande problema é a nossa classe política. É nós, Witzel, é nós, Crivella, sou eu, Jair Bolsonaro, é o Parlamento, em grande parte, é a Assembleia Legislativa… Nós temos que mudar isso”, afirmou.

O presidente reiterou que o Brasil tem espaço para todos – “árabes, judeus, todas as origens étnicas” – e que os empresários reunidos poderiam contar com ele para melhorar a situação com medidas como a chamada Medida Provisória da Liberdade Econômica, que visa diminuir as burocracias das empresas. “Nós temos como mudar o destino do Brasil, e eu conto com os senhores, vocês podem contar comigo e meus 22 ministros. Não criaremos dificuldade para vender facilidade aos senhores”, completou.

Ele fez questão de lembrar que, na campanha eleitoral, gastou “menos de US$ 1 milhão [que veio] de doação”, apesar de o partido dele, o PSL, ter recebido R$ 1,6 bilhão. “Fiz questão de não usar esses recursos, porque de vez em quando nos acusam de usar laranjas. No Rio de Janeiro, as três candidatas a laranja receberam R$ 1,8 mil pra poder pagar o contador, e não coloca a prestação de conta, aí eu sou dono do laranjal no Rio de Janeiro… até gostaria que fosse, a laranja é um produto bastante rendoso”, brincou.

Bolsonaro referiu-se ainda à pressão que sofre das corporações, sem citar nomes, que estariam atrapalhando a aprovação das medidas necessárias para colocar o Brasil no rumo certo, como a reforma da Previdência. “Como não conseguem nos derrubar, por medidas outras, ficam metendo uma cunha entre nós. Mas nós temos agora oportunidade ímpar de mudar o destino do Brasil”, assegurou.

Ele repetiu também que “não tem vocação para presidente”, mas que “quem tem vocação está preso”, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

*Com informações do Estadão Conteúdo