Bolsonaro critica Anvisa: ‘Agências tem poder para o bem ou para o mal’

Presidente ainda sugeriu que pode tentar reeleição: “Tenho um sonho, entregar em janeiro de 2023 ou de 2027 um Brasil melhor”

  • Por Jovem Pan
  • 06/08/2019 19h11
Marcos Corrêa/PREle pontuou ainda que "não é fácil a vida de presidente"

O presidente Jair Bolsonaro criticou, durante inauguração da nova planta de farmoquímica oncológica do grupo Cristália, em Itapira (SP), nesta terça-feira (6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ele, “essas agências enormes tem poder tanto para o bem, quanto para o mal”.

“Quando se fala em patente lembro do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (NPI) e quando fala em registro lembro da Anvisa. Agências enormes com poder tanto para o bem, quanto para o mal”, disse. “Quando tempo leva um registro na Anvisa? Será que esse tempo enorme justifica? Será que é um excesso de zelo ou está procurando criar dificuldade para vender facilidade?”, questionou.

Bolsonaro afirmou que “as agências foram criadas lá atrás, por um presidente, um tal de FHC” e que, quando foram criadas, fez um “discurso pesado na Câmara”. “Infelizmente estava com a razão. As agências têm um poder enorme, repito, para o bem ou para o mal.”

Ele pontuou ainda que “não é fácil a vida de presidente” e que “respeita as instituições, mas deve lealdade ao povo brasileiro”. “Sou um presidente que quer tirar o estado de cima de quem produz, que respeita a família tradicional brasileira, que diz não a processos de legalização de drogas, que está ao lado do povo brasileiro”.

Bolsonaro insinuou novamente que pretende tentar a reeleição: “Tenho um sonho, entregar em janeiro de 2023 ou de 2027 um Brasil melhor para quem por ventura vier me suceder”, finalizou.

Sobre a nova planta farmoquímica oncológica

A nova unidade industrial do laboratório vai produzir seis diferentes insumos farmacêuticos ativos de alta potência, que serão utilizados para a produção de medicamentos para o tratamento de adenomas, câncer de mama, pulmão, medula, ossos e cérebro.

De acordo com o grupo Cristália, o Brasil hoje importa 100% dos insumos para a produção de medicamentos contra o câncer. O laboratório já conta com uma planta farmacêutica oncológica, que produz o medicamento final que chega a pacientes e hospitais. Mas, para a produção desses medicamentos, era obrigado a importar os insumos.