Bolsonaro diz que aumento da carne é ‘natural’, mas preço vai diminuir

  • Por Jovem Pan
  • 09/12/2019 16h17 - Atualizado em 10/12/2019 08h20
Alan Santos/PRO presidente da República, Jair Bolsonaro

Em uma transmissão nas redes sociais nesta segunda-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro atribuiu o aumento no preço da carne no mercado brasileiro à “entressafra” e disse, ao lado da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina (DEM), que ele deve cair em breve.

“É natural nessa época do ano a carne subir por volta de 10%. Subiu um pouco mais, tendo em vista as exportações”, afirmou o presidente.

“O senhor pode garantir à população que nós temos o maior rebanho comercial do mundo. Isso foi um período, uma seca, a entressafra do boi, mas a arroba já baixou para o produtor e agora o preço precisa baixar na gôndola”, completou a ministra.

Bolsonaro disse ainda que está levando “pancada” à toa pela alta. “Muitos falam que tem de ter tabelamento. Na Venezuela está tudo tabelado: vai lá comprar carne”, provocou.

“Não existe problema de abastecimento”

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola de Agricultura da Universidade de São Paulo (USP), entre 31 de outubro e o final de novembro, o preço real da carne aumentou em 35,3% em São Paulo.

Entre as razões, estão a recuperação da demanda interna, as secas prolongadas, o grande volume de exportações para a China e a alta do dólar, que tornou o produto brasileiro ainda mais competitivo no mercado internacional.

“Não existe nenhum problema de abastecimento. Estamos vivendo um momento de transição de preço”, explicou a ministra.

Ela também anunciou que será editada na terça (10) uma medida provisória que trata da regularização fundiária. “Na Amazônia, temos pequenos produtores, nós temos 600 mil produtores, pequenos agricultores, que precisamos colocar no mesmo patamar dessa agricultura produtiva que temos já em parte do Brasil. Esse é o seu desafio. Nós, amanhã, vamos lançar uma MP de regularização fundiária para montar a base para esse desenvolvimento. Sem isso não conseguirmos chegar nem na Amazônia, nem no Centro-oeste, nem no Nordeste nessa tecnologia e nessa agricultura sustentável.”

*Com Estadão Conteúdo