Bolsonaro diz que sabia dos ‘riscos que corria’ em manifestação: ‘Nunca abandonarei meu povo’

  • Por Jovem Pan
  • 18/03/2020 15h24
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOPresidente participou de coletiva sobre o coronavírus nesta quarta-feira

O presidente Jair Bolsonaro justificou, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18), a ida à manifestação do dia 15 de março, mesmo após recomendação de que deveria ficar em casa e evitar aglomerações por causa do coronavírus. “Vim aqui e cumprimentei meus eleitores e estive ao lado do povo, sabendo dos riscos que corria. Nunca abandonarei meu povo, este ao qual devo lealdade”, afirmou.

Perguntado depois se estava arrependido de ter ido ao encontro, o presidente respondeu: “Quando não estou infectado não estou colocando em risco a vida de ninguém. O movimento que veio ao meu encontro, não fui de encontro a ninguém.”

Ele disse, ainda, que a concentração de pessoas em todo o Brasil durante os protestos foi abaixo de um milhão, o “que equivale a menos de 20% das concentrações que há geralmente, por exemplo, em São Paulo por causa do transporte público”.

No entanto, Bolsonaro declarou que o que importa agora são os riscos que a população pode vir a sofrer devido à pandemia. “Externamos toda a nossa preocupação, bem como estamos tendo apoio incondicional da Câmara e do Senado em todas as medidas que porventura se façam necessárias para que este problema seja atenuado.”

Hoje, o governo federal oficializou o pedido para que o Congresso Nacional declare estado de “calamidade pública” no País. O reconhecimento possibilita que a União amplie os gastos para medidas relacionadas à epidemia do novo coronavírus.

Histeria

Bolsonaro afirmou, ainda, que a pandemia é “grave, mas não chega ao ponto de histeria e comoção nacional”. De acordo com ele, no passado “tivemos problemas mais graves que não teve essa comoção toda por parte da mídia”.

“A verdade está aí, é grave, mas não podemos entrar no campo da histeria. Esse sempre foi meu pensamento e papel como chefe de Estado, levar paz e tranquilidade para todos”, concluiu.