Bolsonaro: ‘Não há briga entre os Poderes, há uma grande fofoca’

  • Por Jovem Pan
  • 20/05/2019 15h10 - Atualizado em 20/05/2019 15h30
Fernando Frazão/Agência Brasil"Ficam o tempo todo metendo uma cunha entre nós", criticou o presidente, sem citar nomes

Em discurso de quase meia hora na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) nesta segunda-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro afirmou, sem citar nomes, que alguns setores tentam “desmoralizá-lo” e que, se a Câmara dos Deputados e o Senado têm uma proposta melhor do que do governo para a reforma da Previdência, “que apresente”.

Segundo o presidente, “não há briga entre os poderes, o que há é uma grande fofoca. “E como não conseguem nos derrubar por medidas outras ficam o tempo todo metendo uma cunha entre nós”, disse.

Ele ainda pediu aos convidados — empresários e parlamentares — que o ajudem a acelerar o processo de votação da reforma junto às bancadas no Congresso.

“Empresários são heróis”

O presidente falou ao público também sobre as dificuldades que tem enfrentado para “colocar o País no rumo certo”. Ao questionar burocracias e altos impostos, chamou os empresários de “heróis”.

“Eu tenho enfrentado grupos corporativistas, é uma vontade enorme de colocar o Brasil onde ele merece. E grande parte desse sonho passa pelos senhores, os empreendedores”, declarou. “Os senhores são verdadeiros heróis, pelo que têm de enfrentar das autoridades municipais, estaduais e do executivo federal.”

Ele deu como exemplo o que viu recentemente em sua viagem ao Texas, onde os impostos estaduais são zero. “O que eu tenho que oferecer a vocês é o meu patriotismo, a humildade, e a coragem de enfrentar grupos corporativistas e uma vontade enorme de colocar o Brasil no lugar que ele merece.”

Bolsonaro foi homenageado no evento com a medalha Mérito Industrial, honraria entregue também ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Estavam presentes o governador do Rio, Wilson Witzel, e o prefeito da cidade, Marcelo Crivella, além do ministro de Minas e Energia, Bento de Albuquerque, e os presidentes da Petrobras, Roberto Castello Branco, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy.

*Com Estadão Conteúdo