Bolsonaro participa de Dia da República na Índia

  • Por Jovem Pan
  • 26/01/2020 10h50
EFE/EPA/HARISH TYAGIBolsonaro durante o Dia da República, na Índia

Jair Bolsonaro participou da cerimônia do Dia da República da Índia, principal festividade do país, neste domingo. Com forte esquema de segurança, a celebração destaca os valores, a cultura e as conquistas do povo indiano. O presidente foi o convidado de honra do primeiro-ministro Narendra Modi. Todo ano, um líder internacional é escolhido.

As forças armadas da Índia também oram exaltadas no evento, que contou com a segurança de drones, 10 mil guardas, bloqueios de ruas, avenidas e alamedas.

Carros alegóricos que lembravam o carnaval brasileiro exaltavam elementos dos estados que integram a Índia, país de dimensões continentais que possui mais de 1,3 bi de habitantes. Os canais locais transmitiram o evento ao vivo, e o assunto entrou para os Trending Topics do Twitter no país.

Símbolos da arquitetura milenar, camelos com ornamentos, elementos da gastronomia, musicas e roupas típicas, malabaristas, acrobacias e acrobatas foram os pontos altos do deslife, além das manobras feitas por caças e helicópteros, que sobrevoavam a esplanada de Nova Délhi.

Avaliação

Questionado sobre o que achou do poderio militar indiano, Bolsonaro afirmou que “os de ponta não estavam ali”. “Todo mundo sempre esconde essa questão. Mas é um país nuclear, graças obviamente ao seu poderio, é um país que ajuda a decidir o futuro da humanidade.”

Bolsonaro disse ainda que “não chega às últimas consequências” com países da região “certamente pelo poderio bélico”, mas negou o interesse em armas nucleares. “Está na nossa Constituição que abdicamos da energia nuclear a não ser para fins pacíficos.” Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte são os únicos países que possuem armas nucleares.

Bolsonaro chegou a Índia na última sexta-feira, e já assinou 15 acordos bilaterais com o país. Além disso, visitou o memorial de Mahatma Gandhi, líder pacifista, conheceu um bazar turístico e participou do Dia da República. A agenda termina na segunda-feira, 27, com uma vsita ao Taj Mahal e um encontro com empresários.

Protestos

A visita foi bastante celebrada por Mori e por seus apoiadores, mas não foi uma unanimidade. Críticos do presidente afirmam que Bolsonaro não representa os valores indianos e não seria o convidado adequado para a data. No Twitter, ao lado da hashtag #RepublicDay, um dos tópicos em destaque era o #GoBackBolsonaro.

*  Com informações do Estadão Conteúdo