Brasil ultrapassa 92 mil mortes pela Covid-19; foram registrados 52 mil novos casos

São Paulo continua na liderança, com os maiores números; estudo feito pela FioCruz indica que há possibilidade de segunda onda no Rio de Janeiro, Maranhão e Amapá

  • Por Jovem Pan
  • 31/07/2020 18h57 - Atualizado em 31/07/2020 18h59
EFE/Sebastiao MoreiraMais de 1,8 milhão de pessoas já se recuperaram da doença no País, e 725.959 (27,3%) estão em acompanhamento

Foram registradas nas últimas 24 horas 52.383 casos da Covid-19 e 1.212 novas mortes no Brasil. Os números totais chegaram a 2.662.482 ocorrências e 92.475 óbitos nesta sexta-feira, 31, uma incidência de mortes de 44 a cada 100 mil habitantes. A letalidade está em 3,5%. Mais de 1,8 milhão de pessoas já se recuperaram da doença no País, e 725.959 (27,3%) estão em acompanhamento. São Paulo está na liderança de casos e mortes, com 542.304 e 22.997, respectivamente.

O Rio de Janeiro, que por muito tempo foi o segundo estado a registrar os maiores números de contaminações, está atrás agora da Bahia e do Ceará. O Ceará tem 173.882 casos, a Bahia 166.154 e o Rio, 165.154. No entanto, o RJ registra o segundo maior número de mortes (13.477), enquanto o Ceará contabiliza 7.668, e a Bahia, 3.463 — atrás do Pará, que tem 5.728 óbitos.

Um boletim semanal produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e divulgado nesta sexta-feira, indica que está aumentando o risco de uma segunda onda da Covid-19 nos estados do Rio de Janeiro, Maranhão e Amapá. O primeiro pico de casos da doença foi registrado na primeira quinzena de maio; em junho houve queda constante, mas na segunda quinzena de julho o número de casos voltou a subir. O aumento atinge também as capitais – Rio de Janeiro, São Luís e Macapá, respectivamente. A análise consta do Boletim InfoGripe referente à Semana Epidemiológica 30 (de 19 a 25 de julho). O estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-gripe) até 28 de julho.

Segundo o boletim, o número de novos casos semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país estabilizou, mas os valores  ainda estão em nível considerado muito alto. Os dados de SRAG estão associados à Covid-19. Entre as ocorrências com resultado positivo para os vírus respiratórios, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos ocorreram pelo coronavírus.