‘Brasil e EUA começam nova etapa em relações bilaterais’, diz ministro Ernesto Araújo

  • Por Jovem Pan
  • 02/01/2019 12h11 - Atualizado em 02/01/2019 12h18
FÁTIMA MEIRA - Estadão Conteúdo (1)Ministro tem primeiro dia de trabalho intenso e reuniões importantes com representantes de outros países até a cerimônia de transmissão de cargo às 18h, em Brasília

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, teve um primeiro dia de trabalho cheio no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Após reunião com o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que está “no começo de uma nova etapa que será muito produtiva na relação entre Brasil e Estados Unidos”.

Para Araújo, esta é uma nova etapa em que o foco será “criar instrumentos concretos para ajudar a economia a gerar empregos, [gerar] novas oportunidades de negócios e novas iniciativas em todas as áreas, aproveitando muito trabalho que já foi feito, mas criando uma dimensão muito mais intensa na nossa relação”.

A dupla conversou, segundo o ministro, sobre “visões de mundo” e sobre como poderiam trabalhar juntos valorizando os “valores dos nossos povos”.

O novo ministro se esquivou de comentar detalhadamente críticas anteriores do presidente dos EUA, Donald Trump, a dificuldades de negociações com Brasil. No mesmo tom, Pompeo relativizou. “Às vezes é difícil para americanos fazer negócios no Brasil e, às vezes, é difícil para brasileiros fazerem negócios nos Estados Unidos também”.

Além do chanceler estadunidense, Ernesto Araújo também se reuniu com o chanceler angolano Manuel Domingos Augusto, que comemorou o encontro e disse que as relações entre Brasil e Angola “tem muito campo para evoluir”.

Longe de acabar, o primeiro dia de trabalho do ministro contará com mais reuniões com representantes estrangeiros. Ainda nesta quarta-feira (2), ele se reunirá com os ministros das Relações Exteriores da Polônia, Jacek Caputowicz, e de Cingapura, Maliki Osman, bem como os enviados especiais Jeon Hae-cheol, da Coreia do Sul, Yasuaki Yamaguchi, do Japão e Omar Alghabra, do Canadá, incluindo a ministra da Segurança Alimentar dos Emirados Árabes Unidos, Mariam al-Mehairi.

*com informações da Agência Brasil