Brasil possui 13 milhões de analfabetos, diz Unesco; redução não ocorre há três anos

  • Por Jovem Pan
  • 24/10/2017 13h39
Marcos Santos/USP ImagensSegundo o relatório, a conclusão é de que faltam incentivos para a educação profissionalizante e para que o aluno termine o Ensino Médio

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) divulgou nesta terça-feira (24) um relatório que mostra que o Brasil ainda possui 13 milhões de analfabetos e não consegue reduzir a taxa há três anos.

O relatório nomeado “Relatório de Monitoramento Global da Educação 2017/8” teve como tema de pesquisa “Responsabilização na educação: cumprir nossos compromissos”.

Segundo o relatório, a conclusão é de que faltam incentivos para a educação profissionalizante e para que o aluno termine o Ensino Médio. Enquanto no Brasil são 13 milhões de analfabetos, no mundo o número chega a 100 milhões.

O estudo avaliou como os países conseguem ou não cumprir o “Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 da ONU”, que trata de assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida.

Ainda segundo o relatório, 84% dos jovens de países ricos concluem o Ensino Médio, enquanto no Brasil, a taxa é de 63%.

Mais dados

– No Brasil, 50% dos alunos demonstram habilidades em Ciências. No Japão são 90% dos alunos.

– 82% das constituições nacionais têm previsão legal sobre o direito à educação, mas pouco mais da metade das leis não responsabiliza os governos.

– Em 42 dos 86 países que enviaram seus dados à Unesco possuem constituições, leis ou políticas que se referem explicitamente à educação inclusiva.

– Em alguns países há penalizações a professores e escolas por resultados fracos em avaliações.

– Mais de 60% de 70 sindicatos em mais de 50 países nunca ou raramente foram consultados sobre material didático.

– Somente 14 de 34 países de renda média e baixa estabeleceram padrões para educação infantil e sistemas de monitoramento para seu cumprimento.

– Entre 2010 e 2015, o apoio com bolsas de estudo caiu 4% no mundo.