Brasil vota a favor de resolução na ONU sobre guerra no Oriente Médio e reage com satisfação a aprovação do texto

Conselho de Segurança se reuniu nesta quarta-feira, 15; essa foi a primeira vez desde o começo do conflito que um projeto foi aceito

  • Por Jovem Pan
  • 15/11/2023 19h53
ANGELA WEISS / AFP Mauro Vieira Brasil presidiu Conselho de Segurança da ONU no mês de outubro

O governo brasileiro manifestou sua satisfação com a aprovação da resolução proposta por Malta sobre a guerra no Oriente Médio, que acontece desde o dia 7 de outubro. “Recebemos com satisfação a notícia da aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) da primeira resolução relativa à atual crise humanitária e de reféns na Faixa de Gaza”, diz a nota. O Brasil, assim como outros 11 países, votaram a favor do texto que tem como foco a proteção de crianças. Citando o projeto de Malta, o texto explica que a resolução pede a implementação de pausas e corredores humanitários urgentes e prolongados em toda a Faixa de Gaza por um número suficiente de dias, para que ajuda humanitária de emergência possa ser prestada à população civil por agências especializadas da ONU, pela Cruz Vermelha Internacional e por outras agências humanitárias imparciais. Também aponta a libertação imediata e incondicional de todos os reféns mantidos pelo Hamas e por outros grupos. A guerra entre Israel e Hamas chegou nesta quarta-feira, 15, ao 40º dia. Em reunião de emergência, pela primeira vez desde o começo da guerra, a ONU aprovou uma resolução. Até hoje, tinham sido apresentadas e vetadas quatro propostas, sendo uma do Brasil, outra dos Estados Unidos e duas da Rússia. O Conselho de Segurança da ONU é o único capaz de intervir no conflito além dos envolvidos, Israel e Hamas. Contudo, para que uma resolução entre em vigor, é preciso que obtenha o número máximo de votos e não receba nenhum voto contra dos países que são membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Junto a eles se somam 10 membros não-permanentes com mandatos de dois anos.

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