Butantan diz que ‘não voltou atrás’ e que vai pedir registro definitivo e uso emergencial da CoronaVac

Na última segunda-feira, 14, foi informado que o Instituto solicitaria no próximo dia 23 o registro definitivo do imunizante, e desistiria do uso emergencial

  • Por Jovem Pan
  • 17/12/2020 18h32
Instituto Butantan/DivulgaçãoInstituto Butantan desenvolve a vacina CoronaVac junto com a farmacêutica chinesa Sinovac

O Instituto Butantan, que desenvolve a vacina CoronaVac junto com a farmacêutica chinesa Sinovac, afirmou nesta quinta-feira, 17, por meio de nota, que não “voltou atrás” em relação à forma de pedido do registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina contra a Covid-19. Na última segunda-feira, 14, foi informado que o Butantan solicitaria no próximo dia 23 o registro definitivo do imunizante. De acordo com o governador João Doria, isso aconteceria porque os estudos clínicos atingiram o número mínimo de infectados para registro — 154 voluntários. Então, os estudos clínicos no país serão encerrados. No Brasil, foram 11 mil voluntários em 16 centros de pesquisa espalhados por sete estados e o Distrito Federal. Porém, quatro horas depois dessa coletiva, a Anvisa veio a público e fixou data de dez dias para análise de pedidos emergenciais. Com base nesta nova decisão do órgão sanitário federal, o Instituto Butantan anunciou, nesta quinta-feira, 17, que voltará a apostar tanto no pedido de registro definitivo quanto no emergencial, conforme exposto pelo diretor da instituição, professor e cientista Dimas Covas.

Nesta terça-feira, 15, ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a primeira etapa da imunização contra o coronavírus deve iniciar cinco dias após a aprovação de uma das vacinas pela Anvisa. O ministro evitou, porém, definir uma data, já que, até o momento não há uma vacina aprovada no Brasil. Ele afirmou, ainda, que a vacinação da população em geral deve ser concluída em 12 meses, mas que isso dependerá da quantidade de imunizante disponível — ou seja, o prazo pode ser de um total de 16 meses. Cada grupo prioritário deve finalizar a vacinação em aproximadamente 30 dias — totalizando quatro meses para os que foram definidos pelo ministério. Hoje, Pazuello afirmou que prevê receber 93,4 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até o fim do primeiro trimestre de 2021. Deste total, 24,7 milhões seriam entregues já em janeiro.