Caiado diz que mais greves podem acontecer e critica Temer: “não tem credibilidade nenhuma”

  • Por Jovem Pan
  • 30/05/2018 11h28
Andre Corrêa/Agência SenadoCaiado disse que Temer mostrou que está frágil diante de greves

De acordo com o senador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), a greve dos caminhoneiros é um alerta ao governo de Michel Temer. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, ele disse que a paralisação pode se repetir em outros setores e criticou a postura do presidente diante dos problemas.

Caiado parabenizou os caminhoneiros pela iniciativa de fazer greve e disse que a insatisfação é geral, por isso podem haver mais paralisações: “temos que cumprimentar a iniciativa dos caminhoneiros. A classe média hoje está cada vez mais sequestrada pelo acúmulo de taxas e impostos, caminhando para a inadimplência e endividamento. As empresas estão indo para recuperação judicial. Então os caminhoneiros disserem ‘chega, não dá mais, porque não consigo quitar meus compromissos’. Mas não é só transporte de carga. Isso é uma reação de todos segmentos da sociedade e temos que rever urgentemente o custo do estado para a sociedade brasileira. O cidadão não suporta pagar o custo dos órgãos de estado. O custo do poder são caríssimos e ineficientes, com o povo a pagar sem nenhuma reciprocidade”.

Caiado disse que o povo chegou ao limite com o atual governo: “eu diria que chegou ao topo máximo, associado a uma total falta de atitude moral do presidente. O presidente não tem credibilidade nenhuma junto ao povo. Por isso você vê esse esgaçamento. Se não tomar atitude, a gente corre risco de ruptura institucional”.

De acordo com o senador, a greve mostrou que o presidente está frágil diante das paralisações: “os caminhoneiros disseram ‘o rei está nu’. E com tudo isso acham que já acabou. Que vamos dar brioche e circo e todos vão continuar como estão”.

Caiado alertou que o governo não pode entender que está tudo bem só porque houve acordo com caminhoneiros: “se nós acharmos que tudo deve continuar como está, as pessoas estão provocando as pessoas para entrarem em processo de desobediência civil. Os que estão fazendo esse diagnóstico vão experimentar sucesso de outras greves, de setores que vão reagir”.