Caminhão circula pelas ruas do RJ com a frase: “Quem Matou Marielle?”

  • Por Jovem Pan
  • 14/09/2018 15h50 - Atualizado em 14/09/2018 16h34
Reprodução Facebook Propaganda no automóvel foi ideia da Anistia Internacional e da família da vereadora

Um caminhão está circulando pelas ruas do Rio de Janeiro com um telão de cinco metros de largura com a pergunta: “Quem matou Marielle?”. A ideia surgiu dos próprios familiares da vereadora e da Anistia Internacional para alertar a população dos seis meses da morte de Marielle Franco, PSOL, e sobre a falta de uma resposta da policia para o crime.

A investigação corre sob sigilo e por isso a policia não divulga qualquer informação sobre os autores, os mandantes ou a motivação. Os familiares da vereadora já foram recebidos em alguns gabinetes dos responsáveis, mas seguem sem noticias.

Marielle foi executada a tiros na noite de 14 de março, junto com seu motorista Anderson Gomes, quando saía de um debate. O Estado do Rio já estava sob intervenção federal na segurança desde 16 de fevereiro.Foi um crime político e há suspeita de envolvimento de agentes públicos e de milicianos.

A coordenadora de pesquisa da Anistia Internacional, Renata Neder, acredita que alguém com “muito poder” está por trás do assassinato, “Quem cometeu desafiou tudo isso, tinha muita certeza da impunidade. Este Estado não investiga homicídios, menos ainda os que têm participação de policiais. O MP tem função dupla, de investigar e de exercer o controle externo da atividade policial”.

Ela também diz que é inadmissível o tratamento que o governo tem dado para o caso: “Um assassinato que ganhou repercussão internacional, de uma defensora dos direitos humanos tão conhecida, a quinta vereadora mais votada da segunda maior cidade do País, não ter sido solucionado é o atestado da ineficiência e incapacidade do sistema de justiça criminal brasileiro. O assassinato não foi só da Marielle, ela atuava institucionalmente”

No Mês passado, o grupo de promotores encarregado foi trocado pelo Ministério Público.

*Com informações do Estadão Conteúdo