Candidatos participam de debate promovido pela JP; confira os destaques

  • Por Jovem Pan
  • 25/08/2014 20h41

O debate organizado pela Jovem Pan, SBT, Uol e Folha de São Paulo contou com muitos ataques dos candidatos ao atual governo de São Paulo, de Geraldo Alckmin, e com a abordagem de diversos assuntos.

Participaram do debate Alexandre Padilha (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Maringoni (PSOL), Gilberto Natalini (PV), Laércio Benko (PHS), Paulo Skaf (PMDB) e Walter Ciglioni (PRTB).

Confira abaixo os principais assuntos abordados pelos candidatos ao governo do Estado de São Paulo.

Segurança

A segurança pública foi um dos principais assuntos abordados no debate. O candidato do PT, Alexandre Padilha, falou que a segurança se tornou um problema em todo o Estado e que a população possui a sensação de impunidade em São Paulo, porque menos de 5% são punidos e os criminosos se sentem tranquilos nas prisões.

“Os bandidos transformam as penitenciárias em escritórios do crime. Nossa proposta é de uma força paulista de segurança que utiliza todo o efetivo”, disse o petista, afirmando que pretende trazer melhorias que viu em Nova York para São Paulo.

O candidato Gilberto Maringoni (PSOL) afirmou que a proposta petista é “um salto no escuro, não um salto à frente” trazendo táticas da polícia dos EUA para São Paulo. De acordo com o Maringoni, a polícia americana está sendo acusada de preconceito e que a melhor forma de melhorar a segurança em São Paulo é combatendo a violência policial e incentivando os policiais militares com melhores salários.

Paulo Skaf (PMDB) criticou a postura do atual governador no trabalho da segurança pública do Estado. De acordo com o empresário, a segurança pública é um problema em São Paulo devido à falta de um comando mais firme no governo. Geraldo Alckmin respondeu falando que o PSDB assumiu o Estado deixado por pessoas ligadas a Skaf, no qual a polícia não tinha gasolina, não tinha colete à prova de balas e a taxa de homicídios era de 30%.

Transporte

O atual governo de São Paulo foi muito criticado também pela demora na entrega das obras. Questionado sobre a proposta de mobilidade urbana, Laércio Benko (PHS) falou que o seu objetivo será tirar do papel tudo aquilo que o PSDB colocou durante os 20 anos no governo. De acordo com Benko, há muitas ideias e poucas atitudes do Estado, além de ocorrerem de forma muito devagar.

Alckmin respondeu citando as obras que estão sendo e serão entregues. “Quero dizer que nós estamos entregando a linha 4, vai ser entregue no mês que vem a Fradique Coutinho, a linha 5 está toda em obra, a linha 6 está começando, a linha 15 já começa a operar, acionamos a linha para São Bernardo”, contou o governador.

Walter Ciglioni (PRTB) falou que seu partido sempre trouxe a questão da mobilidade à pauta, que o objetivo é facilitar a vida do cidadão interligando tudo e também sugeriu uma reestruturação do tráfego. Ciglioni disse ainda que dará atenção para a questão do transporte para o interior de São Paulo com as ferrovias.

Alexandre Padilha disse querer ser governador de São Paulo para fazer que o Estado volte ao ritmo do povo. “Quero ser governador para fazer que São Paulo volte ao ritmo dos paulistas, e não o ritmo das promessas feitas pelo governador, há quatro anos”, cutucou o petista. Segundo ele, é necessário investir no transporte em massa nas regiões metropolitanas e afirmou que irá criar o Bilhete Único Metropolitano, que dará 25% de desconto aos usuários.

Educação

O candidato Paulo Skaf (PMDB) citou muito a educação. Segundo ele, temos crianças passando de ano sem aprender e a sua grande preocupação é com o futuro dessa geração. “Eu quero dizer a vocês que eu acredito que se transforma uma sociedade com educação. (…) Quero dar essa oportunidade a todos os jovens de São Paulo. Quero acreditar que daqui a 10 anos nós estaremos fechando os presídios através da educação”, disse Skaf.

Geraldo Alckmin falou que o atual governo investe 30% em educação e que existe apoio a todas as prefeituras do Estado, inclusive a da capital. “Estamos no Idec entre os 3 melhores ensinos (…). Ampliamos as Fatecs e as Etecs”, contou o governador.

Alexandre Padilha afirmou que a educação só piorou nos últimos quatro anos. De acordo com o ex-ministro da saúde, a diferença do PT e do PSDB está no uso dos recursos. “O PT pegou os recursos do petróleo e colocou na educação, enquanto o PSDB queria privatizar. Eu vou cumprir a meta do plano nacional de educação”, atacou o candidato.

Ciglione afirmou que a proposta do partido é, basicamente, focar na educação.

Saúde

Gilberto Natalini (PV) falou que, caso alcance o governo do Estado, pretende aumentar de 12% a 20% os recursos ao SUS, aumentar de 37% a 60% a cobertura das famílias e ainda disse que não é possível estrangular um sistema tão belo como o SUS.

O candidato Paulo Skaf afirmou que a primeira atitude dele como governador é arrumar a gestão da saúde. “Nós temos hospitais sem equipamentos, temos regiões que faltam leitos, há uma falta de 3200 leitos. Nós temos os Ames, bom projeto, mas não cobre o Estado todo. Todas as regiões precisam ser cobertas com os AMEs. A gestão da saúde é necessária ser bem mudada”, disse.